O diagnóstico de hérnia de disco costuma despertar uma preocupação comum: será que a cirurgia é inevitável? Segundo Wellington Antônio, fisioterapeuta da Clínica Doutor Hérnia, unidade de Araçatuba, a resposta é não. Em alguns casos, o organismo pode promover a reabsorção do material herniado ao longo do tempo.
De acordo com Wellington, algumas hérnias apresentam capacidade de reabsorção, um processo natural em que o próprio organismo atua sobre o material que saiu da estrutura do disco. A resposta inflamatória desencadeada pelo corpo participa desse processo e pode contribuir para a redução da hérnia ao longo do tempo.
“Algumas hérnias de disco têm a capacidade de serem reabsorvidas pelo próprio organismo ao longo do tempo. Isso acontece a partir de uma resposta natural do corpo, que inicia um processo inflamatório e de cicatrização sobre o material herniado, favorecendo sua redução”
, explica.
Quando se fala em reabsorção, porém, isso não significa necessariamente que o disco volte exatamente ao seu estado original. O processo de cicatrização pode ocorrer acompanhado de alterações degenerativas, e a evolução varia de acordo com as características de cada paciente.
Além disso, a redução da dor não significa obrigatoriamente que a hérnia tenha diminuído no exame de imagem. A evolução dos sintomas e as alterações estruturais podem acontecer em momentos diferentes, por isso a avaliação do quadro deve considerar também a capacidade funcional e a qualidade dos movimentos.
A melhora começa com movimento
A evolução da hérnia pode variar de acordo com características individuais e fatores como idade, alimentação, sono, tabagismo e obesidade. Segundo Wellington, o processo de reabsorção pode levar aproximadamente de seis a nove meses, embora esse período não seja igual para todos os pacientes.
Nesse processo, a fisioterapia atua no controle da dor e na recuperação progressiva dos movimentos e da capacidade física. O trabalho é desenvolvido de forma gradual, respeitando as condições de cada paciente e buscando melhorar sua relação com os movimentos do dia a dia.
“O objetivo não é necessariamente fazer o paciente parar de sentir dor ou fazer a hérnia desaparecer nos exames de imagem, mas recuperar a qualidade do movimento e a capacidade funcional. A partir do momento em que conseguimos controlar a dor e melhorar os movimentos, o paciente passa a realizar suas atividades com mais segurança e eficiência”
, explica Wellington.
O medo de se movimentar também pode dificultar a recuperação. Por isso, exercícios devem ser prescritos e orientados de acordo com as necessidades de cada pessoa. O fortalecimento da musculatura estabilizadora da coluna, conhecida como core, também pode contribuir para melhorar a capacidade funcional e reduzir o risco de novas crises.
Outro ponto destacado pelo fisioterapeuta é que não existe uma única “postura perfeita” para proteger a coluna. O mais importante é aprender a distribuir melhor as cargas durante as atividades cotidianas, especialmente ao levantar objetos ou realizar tarefas que exigem mais da região lombar.
O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por profissionais habilitados. Em situações específicas, como perda de força, alterações neurológicas ou ausência de resposta ao tratamento conservador, uma avaliação médica pode ser necessária para definir outras possibilidades terapêuticas
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SERVIÇO
Clínica Doutor Hérnia Araçatuba
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