(Foto: Reprodução de vídeo)
A turbulência econômica da atualidade, forjada em meio à pandemia do coronavírus, tem sido desafiadora para aqueles que vivem por meio da economia criativa. Importante fonte de renda e geração de empregos, a também chamada indústria da criatividade sofreu – e sofre – com a instabilidade de um País com dificuldades em vacinar sua população e retomar às atividades econômicas de forma plena.
Dados do relatório “Dez Anos de Economia da Cultura no Brasil e os Impactos da Covid-19”, confeccionado pelo Observatório Itaú Cultural, apontam que com o advento da pandemia, o setor cultural e criativo no Brasil enfrenta uma crise sem precedentes.
“Estamos falando de um universo de 7,1 milhões de trabalhadores no segundo trimestre de 2020 e de mais de 147 mil empresas criativas em 2017, segundo o Painel de Dados do Observatório. Sem a adoção de medidas econômicas e regulatórias emergenciais, é possível que milhares de profissionais, empresas e organizações culturais, de diferentes portes, que atuam em todas as etapas e elos da cadeia produtiva da cultura – criação, produção, difusão/distribuição e fruição/consumo – não sobrevivam à crise”, informa um dos trechos da análise. O estudo completo, com 175 páginas,
está aqui.
Para o especialista em gestão de projetos e empreendimentos criativos, Luiz Gustavo Dalla Déa, esse cenário ereforça a necessidade de políticas governamentais voltadas ao setor e, ao mesmo tempo, a conscientização da sociedade para a importância da cultura e criatividade na economia local, regional e nacional.
“Em economia criativa não se faz nada sozinho. E a rede de produção e fruição e/ou consumo deve estar interligada”, explica Dalla Déa, que participou do projeto cultural Limoeiro 2k21 abordando o tema (
confira o vídeo abaixo
).
Graduado em ciências sociais com especialização em gestão de políticas públicas e em gestão de projetos culturais e empreendimentos criativos, Dalla Déa tem larga experiência em administração e gestão cultural. “Pela minha vivência profissional, os setores públicos e privados precisam conhecer melhor o potencial da economia criativa em seu real contexto”, diz. “Todos ganham”, completa.
Afinal, o que é economia criativa?
Segundo o portal do Sebrae, economia criativa é o conjunto de negócios baseados no capital intelectual e cultural e na criatividade que gera valor econômico. A indústria criativa estimula a geração de renda, cria empregos e produz receitas de exportação, enquanto promove a diversidade cultural e o desenvolvimento humano.
A economia criativa abrange os ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam criatividade, cultura e capital intelectual como insumos primários. “É preciso entender que a economia criativa traz benefícios econômicos que podem ser quantificados e, além do dinheiro, fomenta o desenvolvimento social, sustentabilidade e inclusão”, afirma Dalla Déa.
O Sebrae explica que, os segmentos criativos podem ser alinhados de acordo com suas afinidades setoriais em quatro grandes áreas:
Consumo (design, arquitetura, moda e publicidade);
Mídias (editorial e audiovisual);
Cultura (patrimônio e artes, música, artes cênicas e expressões culturais);
Tecnologia (Pesquisa e Desenvolvimento, Biotecnologia e Tecnologia da Informação e Comunicação).
Limoeiro 2K21
O vídeo com Dalla Déa está disponível na programação do Limoeiro 2k21 ‘Ambiente Cultural On-Line’, uma plataforma que, na prática, funciona como um festival permanente de artes integradas com acesso livre e gratuito.
Concebido pela Aruê! Arte, Cultura e Holismo, produtora em Araçatuba (SP), dirigida por Rafael Batista, o Limoeiro é realizado por meio do Programa de Ação Cultural (ProAC Expresso LAB), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e do Governo Federal - Lei Aldir Blanc.