Elizabeth tinha especialização em arte de gravar, curso que completou em Portugal, e como artista, participou dos Festivais de Artes em Ouro Preto e de salões de artes em Penápolis, entre 1974 e 1985. Foi professora de xilogravura na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis e na Faculdade Auxilium, em Lins.
Artes
No ano passado, a reportagem esteve com Elizabeth após incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, para falar sobre as condições dos museus na região de Araçatuba.
Na época, ela explicou que o museu possui o primeiro acervo de arte naif do Brasil, com um volume de 407 obras de artistas do País e do mundo. É considerado, até hoje, um dos mais importantes do segmento na América do Sul.
Também ajudou a incorporar junto ao museu os ateliês de artes e música. Em sua trajetória, Elizabeth atuou como diretora da Cultura de Penápolis por volta do ano 2000.
“Sempre foi muito envolvida com a questão cultural. Trabalhou com políticas públicas, mantinha contatos com organizações. Sempre pensou em ajudar os artistas, principalmente os da cidade. As últimas exposições do museu foram com penapolenses. Era uma entusiasta da arte em geral”, concluiu a assessoria do museu.
