Cultura

Vinte cinco anos sem Renato Russo

Cantor e compositor, líder da banda Legião Urbana, morreu em 11 de outubro de 1996, com apenas 36 anos

Luiz Claudio Ferreira - Agência Brasil
10/10/21 às 12h28
(Foto: Ricardo Junqueira/cedida por Legião Urbana Produções)

"Sei que, às vezes, uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?"  

Daquele vozeirão, saíam mais do que palavras repetidas. Eram de temas ecléticos. Juntavam-se tanto os versos inconformados, como os de amor, como os de dores, como os de sarcasmo. Das letras que criava, saíam histórias de pessoas comuns, de invisíveis em meio à capital. Do dedilhar da guitarra, a influência do punk ecoava um jeito brasileiro de fazer rock.

O cantor e compositor Renato Russo, líder da banda Legião Urbana, morreu em 11 de outubro de 1996, com apenas 36 anos. Vítima de complicações da Aids, a partida de Renato deixou o mundo da música e um país inteiro de luto.  A sua obra, que marcou as décadas de 1980 e 1990, deixou legado inconfundível.

Para as gerações seguintes conhecerem e para os fãs recordarem, é possível visitar memórias do fundo do baú do acervo dos veículos da Empresa Brasil de Comunicação. O resgate pode trazer tanto nostalgia quanto o sentimento, seja qual for a idade, de que "somos tão jovens".... 

Mesmo tendo nascido no Rio de Janeiro, Renato Manfredini Júnior chegou aos 13 anos de idade para morar em Brasília. (confira aqui especial da EBC produzido há cinco anos). Foi na capital do país que ele viveu a adolescência e o interesse pelo rock. Em 1980, fez o primeiro show com a recém-criada banda Aborto Elétrico. Em 1984, já na Legião Urbana, teve o primeiro disco. A identificação dele com a cidade fez história(s), como com as inspiradas letras de Eduardo e Mônica e Faroeste Caboclo.  

Essa relação de Renato Russo com Brasília foi resgatada no programa Impressões, da TV Brasil, do ano passado, em entrevista com a irmã do artista, a professora Carmen Manfredini. "Foi daquele movimento na Turma da Colina que ajudou a formar o rock nacional. Meu irmão nunca quis dirigir ou ter carro. Ele era um menino curioso. Ele ia de ônibus para coletar informação e cultura. Foi assim, por exemplo, que ele, um menino de classe média, soube da Ceilândia. Ele conseguiu eternizar Brasília".

Há cinco anos, o programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, também revelava contribuições de Renato Russo para que Brasília se tornasse a capital do rock. Confira abaixo o programa na íntegra:

Para cantarolar com Renato Russo, programas veiculados pelas rádios EBC recuperam esse trovador solitário de início e depois de últimos anos de carreira. Atrações como o Armazém Cultural, o Memória Musical e o Momento Três trazem a voz de Renato Russo, em toda a sua inspiração.









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