Se você é do tipo que se dá bem com o seu chefe, coordenador ou o proprietário da empresa, posso ser bem direto: você é privilegiado.
Espero que esse privilégio não tenha sido alcançado por meio do famoso “puxar o saco” ou até mesmo fofocando e fazendo intrigas sobre os demais funcionários da empresa, sendo um “leva e traz”.
Todo mundo, em algum ponto da carreira, onde quer que tenha trabalhado, deve ter se sentido desconfortável com o chefe ou, infelizmente, ter desenvolvido Burnout.
No último ano, devido ao isolamento social, por conta da pandemia do coronavírus, muitos profissionais tiveram que trabalhar de casa, atrelando duas rotinas totalmente diferentes ao mesmo ambiente. Houve quem gostasse e preferisse o novo local, tendo muito mais aproveitamento e houve quem surtasse. Eu, particularmente, fui um pouco dos dois.
Acontecesse que por também estar em isolamento na sua casa, o chefe, que muitas vezes estava fora da empresa, em viagens com clientes ou em outros compromissos profissionais, se mostrou muito mais presente e invasivo na maioria das vezes.
Reuniões on-line eram marcadas para definir outras reuniões on-line, o famoso meme “mais uma reunião que poderia ter sido resolvida com um e-mail”, nunca foi tão real. Além disso, cobranças e um clima “good-vibes” era instalado em um caos com um mundo onde nenhum de nós saberia o que resultaria sem o início da vacinação em larga escala.
