Prestes a completar 60 dias da quarentena que determinou o fechamento dos serviços não essenciais em todo Estado de São Paulo, comerciantes de Penápolis realizam nesta semana, uma manifestação silenciosa.
Vestindo preto, eles protestam pela proibição de exercer suas atividades, mesmo seguindo as regras determinadas pelo Ministério da Saúde para prevenir a contaminação pelo coronavírus.
O “luto” foi sugerido pelo presidente do Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista) local, que gravou um áudio que foi divulgado no domingo (17). A cidade tem aproximadamente 800 estabelecimentos comerciais que geram mais de 1.500 empregos diretos.
A ideia foi aderida por vários comerciantes e empresários que estão autorizados a trabalhar, que na segunda-feira (18) vestiram preto. Quem andou pelas ruas da cidade também encontrou muitos os manequins expostos nas vitrines vestindo roupas pretas.
Serem vistos
O objetivo da iniciativa é chamar a atenção do governo do Estado e do Judiciário, para que olhem para o setor, que de acordo com Galinari, vem acumulando prejuízos devido à proibição de funcionamento.
“Todos nós termos que usar, durante esta semana, a cor preta. Sem aglomerações, mas mostrando para nossos governantes e autoridades, nossa indignação. Precisamos alertar sobre a necessidade de uma reabertura consciente”, ressaltou.
Para ele, o comércio precisa ser visto para ser lembrado e essa é uma forma de chamar a atenção para essa necessidade.
Quarentena
A quarentena no Estado de São Paulo entrou em vigor em 24 de julho e chega ao 57.º dia nesta terça-feira (19). Ela Penápolis, a medida entra no 58.º dia, pois decreto municipal determinou o fechamento dos serviços não essenciais na cidade no dia 23.
A partir desta data, apenas estabelecimentos considerados essenciais, como supermercados, padarias e farmácias mantiveram o atendimento.
A Prefeitura chegou a editar um decreto autorizando a retomada de alguns serviços, como óticas, salões de beleza e barbearias, além de lojas que recebem suas vendas pelo crediário. Porém, o Ministério Público ingressou com ação contra a medida, que foi revogada por liminar concedida pela Justiça.
Na semana passada, a Prefeitura publicou novo decreto, esse com base em decisão do governo federal que incluiu salões de beleza, barbearias e academias entre os serviços essenciais e essas atividades estão autorizadas a funcionar, seguindo as determinações do Ministério da Saúde.