O faturamento da indústria calçadista de Birigui (SP), em 2018, foi de aproximadamente R$ 1,73 bilhão.
O número foi apontado, pela primeira vez, pela Pesquisa de Desenvolvimento do Polo, realizada todos os anos pelo Sinbi (Sindicato da Indústria do Calçado e Vestuário de Birigui).
O monitoramento tem como objetivo acompanhar o crescimento local do setor.
A pesquisa trouxe duas informações. Uma delas, considera todas as empresas do polo calçadista e a outra, apenas os números de produção das empresas associadas.
Considerando todas as indústrias calçadistas, o polo teria produzido em torno de 56 milhões de pares de calçados em 2018, o que corresponderia a 230 mil pares por dia. A geração de emprego foi de aproximadamente 17 mil postos de trabalho e o faturamento total de R$ 1,73 bilhão.
No recorte feito apenas com as associadas do Sinbi, os números mostram a produção de 42 milhões de pares de calçados no ano, o que corresponde a 171 mil pares por dia. Juntas, as empresas geraram 13 mil empregos diretos.
Comparando com a pesquisa anterior, a queda é de 8,5% na produção e de 6% no emprego. Em 2017, foram fabricados 189,7 mil pares/dia, o que soma 45,9 milhões de pares ao longo dos 12 meses, e abertas 13,8 mil vagas de trabalho.
Otimismo
“As indústrias de Birigui se adequaram para conseguir passar por esses últimos quatro anos e, temos certeza, que os próximos serão melhores”, comenta o presidente do Sinbi, Samir Nakad.
Ele também ressalta que, agora, com o otimismo de todo o setor em relação às mudanças políticas no Brasil, a expectativa é que a formalidade se instale cada vez mais, pois, somente desta forma, será possível criar justiça concorrencial.
“Esperamos anos vindouros de mais competitividade e melhora no setor calçadista e, para isso acontecer, é muito importante que cada um continue fazendo a sua parte”, afirma.
Mercado internacional
A participação das exportações teve um pequeno recuo. Do total de calçados produzido pelas indústrias associadas, 5,5% foram exportados. Em 2017, a participação do mercado internacional era maior: 6,28%.
Dentre os países que mais compraram produtos biriguienses estão Equador, Bolívia, Paraguai, Argentina e Chile.