Economia

Recuperação da indústria paulista segue firme em junho, aponta pesquisa da Fiesp e do Ciesp

Sensor atingiu 49,5 pontos em julho, o que indica continuidade da retomada no mês corrente

Da Redação - Hojemais Araçatuba
30/07/20 às 11h32
As Horas Trabalhadas na Produção registraram aumento de 4,3% frente ao mês anterior (Foto: Divulgação)

A indústria paulista de transformação manteve em junho, o processo de recuperação iniciado em maio, segundo o Levantamento de Conjuntura, divulgado nesta quinta-feira (30) pela Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) e pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).

Em nota divulgada à imprensa, as entidades informam que as Vendas Reais exibiram forte crescimento em junho, avançando 12,4% com relação a maio.

As Horas Trabalhadas na Produção registraram aumento de 4,3% frente ao mês anterior e o Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) atingiu 69%, crescendo 1 p.p frente a maio.

Os salários reais também apresentaram crescimento de 2,4% em junho. Os dados estão livres de efeitos sazonais.

Perdas

As altas nos meses de maio e junho, entretanto, ainda não compensaram as perdas ocorridas em março e abril. Entre março e junho, os indicadores apresentam os seguintes resultados:

Horas Trabalhadas na Produção: -19,2%;

Vendas Reais: -10,3%;

Salários Reais Médios: -9,2%; NUCI: -6,7 p.p;

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Sensor

A pesquisa Sensor no mês de julho fechou em 49,5 pontos, na série com ajuste sazonal, resultado superior ao de junho que registrava 47 pontos. Números abaixo dos 50 pontos sinalizam piora da atividade industrial paulista para o mês corrente.

Mesmo abaixo dos 50 pontos, o indicador mostra significativa evolução frente a abril, quando atingiu 34,5 pontos, o pior resultado desde janeiro de 2009.

A pesquisa Sensor no mês de julho fechou em 49,5 pontos, na série com ajuste sazonal, resultado superior ao de junho que registrava 47 pontos.

Números abaixo dos 50 pontos sinalizam piora da atividade industrial paulista para o mês corrente. Mesmo abaixo dos 50 pontos, o indicador mostra significativa evolução frente a abril, quando atingiu 34,5 pontos, o pior resultado desde janeiro de 2009.

E, pelo terceiro mês consecutivo, o indicador de vendas vem progredindo de maneira expressiva. Saltou de 49,9 pontos em junho para 57,0 pontos na leitura atual. Resultados acima da linha dos 50 pontos, indicam aumento das vendas no período.

Já o item mercado, apesar do recuo de 2,8 pontos, apresentou resultado positivo no mês de julho com 53,2 pontos, o que indica condições de mercado favoráveis em julho.

Estoques

Assim como na leitura anterior, os níveis dos estoques não sofreram grandes variações. O indicador marcava 47 pontos e avançou para 47,7 pontos em julho. Leituras abaixo dos 50 pontos indicam níveis de estoques acima do desejado.

O indicador emprego foi atenuado após o crescimento apontado na última divulgação. Caiu de 51,3 pontos em junho para 50,1 pontos no mês corrente. Próximo dos 50 pontos, indica constância do nível emprego para este mês.

Apesar do avanço de 3,7 pontos no mês, o componente investimentos permanece no campo de retração. O índice fechou em 39,5 pontos, o que indica que a retomada do investimento acontecerá somente após maiores aumentos das vendas. (Informações da assessoria de imprensa)

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