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Cientistas descobrem nova espécie de louva-a-deus

Brasil possui atualmente a maior diversidade de mantis louva-a-deus do mundo

Da Redação* - Hojemais Araçatuba 
19/02/20 às 19h35
Fêmea da espécie Vates Fénix (Foto: Divulgação)

Com o apoio de National Geographic Society, uma equipe de cientistas brasileiros descobriu uma nova espécie de mantis louva-a-deus na região da Mata Atlântica brasileira.

A espécie, nunca antes descrita pela ciência, foi batizada como Vates Fénix, em homenagem ao Museu Nacional, vinculado à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), onde 13 seres desta espécie foram achados e considerados sobreviventes do incêndio do prédio em 2018.

A descoberta foi realizada por uma equipe chamada de Projeto Mantis, composta pelos biólogos brasileiros Leonardo Lanna e João Herculano, e o diretor de arte Lucas Fiat. A iniciativa tem como finalidade a pesquisa, conservação e documentação da Mata Atlântica, divulgando ao público suas descobertas e a riqueza da natureza brasileira, por meio de redes sociais, palestras e outros eventos. 

As informações são importantes para o conhecimento sobre esse inseto pouco estudado, que conta com 250 variedades já registradas no Brasil. Inclusive, o País possui atualmente a maior diversidade de mantis louva-a-deus do mundo. 

Trabalho

Em 2015, a equipe começou a pesquisar os mantis louva-a-deus. A partir de fotografias de um macho Fénix, o cientista peruano Julio Rivera, um dos maiores especialistas mundiais em mantis louva-a-deus, identificou que se tratava de uma espécie desconhecida e os pesquisadores deram início ao trabalho de descrição.

“É um trabalho minucioso e demorado, que demanda comparação com outros indivíduos do grupo, descrição detalhada dos espécimes, busca de referências na literatura. É preciso um esforço para que, a partir da descrição, outros pesquisadores possam identificar a espécie no futuro”, explicou Rivera.

Macho Vates Fénix (Foto: Divulgação)

National Geographic Society

Em 2017, o Projeto Mantis uniu forças com National Geographic Society para realizar sua primeira grande expedição de pesquisa.

Durante quatro meses, os cientistas viajaram a diversos locais da Mata Atlântica do Rio de Janeiro, em busca de louva-a-deus raros e novos. No final, além de acharem machos de Vates Phoenix na Reserva Ecológica de Guapiaçu, encontraram algumas espécies nunca antes fotografadas e outras potencialmente novas. Realizaram também uma documentação do bioma, com registro de mais de 1.200 espécies de animais e plantas. 

Em 2018, após uma feliz coincidência, a equipe encontrou a segunda fêmea da espécie que necessitava para concluir a descrição da nova espécie, no mesmo mês e no mesmo lugar onde tinham encontrado a anterior, 83 anos depois. A descrição da espécie finalizou em 2019. 

*Com informações da Agência Bcbiz

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