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Selo institucional celebra diversidade religiosa e racial

Emissão estará disponível, sob encomenda, a partir do mês de abril na loja virtual e nas principais agências do País

AI/Correios - Hojemais Araçatuba
23/03/23 às 10h07
Imagem: Divulgação

Os Correios lançaram na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), o selo institucional em homenagem ao Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé.

O lançamento na terça-feira (21) coincidiu com o Dia Internacional contra a Discriminação Racial, introduzido no calendário de comemorações nacionais por meio da Lei 14.519/23, e reafirma o compromisso da estatal com a diversidade, inclusão e igualdade.

Para o presidente dos Correios, Fabiano Silva, ao lembrar que neste ano em que os serviços postais brasileiros completam 360 anos, o lançamento filatélico confirma apoio da estatal ao respeito à pluralidade nacional.

“Ao lançarmos esta importante emissão, os Correios se unem aos esforços do governo federal no combate à intolerância religiosa. O Brasil que queremos ajudar a construir baseia-se no respeito mútuo, no direito de ser e expressar o que se é, livremente, em qualquer perspectiva. E nada mais simbólico que a filatelia e o selo, meio tão antigo quanta a história da humanidade, para nos lembrar que, independentemente do ângulo que escolhemos olhar, temos todos raízes em comum”. 

Escolhido pela ONU (Organização das Nações Unidas), o dia 21 de março tem como referência o “Massacre de Shaperville” , que ocorreu em 1960, na África do Sul. O episódio remete à violenta repressão policial contra a manifestação pacífica de 20 mil sul-africanos, que protestavam contra a determinação imposta pelo governo da época, de limitar os locais onde a população negra poderia circular. O massacre resultou na morte de 69 pessoas. 

Sobre o selo

A arte, criada pelo designer Gabriel Gabiru traz a representação do mar, que para muitas tradições africanas, divide o plano espiritual do plano carnal. Na imagem, a espiral sai do continente africano, passa pelo Brasil e retorna para a África, em um movimento de vai e vem.

A peça destaca ainda doze búzios, que já tiveram o poder de moeda para muitas nações africanas e que, somada à circularidade, remetem ao oráculo Yorùbá, a resposta afirmativa das divindades de que tudo está no caminho certo.  

"A ideia foi criar uma imagem viva, que simbolizasse uma história em movimento. A cobra que come o próprio rabo representa a nossa circularidade dos entendimentos, que se aprofundam e retomam a cada olhar", conta o artista, que utilizou a técnica de ilustração digital. 

A emissão estará disponível, sob encomenda, a partir do mês de abril na loja virtual e nas principais agências do País.    

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