Crack
Em depoimento na quarta-feira, o calçadista disse que encontrou Ellen e Eli Carlos e foram fumar crack em um motel da cidade. Na versão dele, enquanto consumiam o entorpecente, houve uma discussão entre ele e Eli Carlos. Sob argumento de que havia sido traído, o acusado esfaqueou a vítima.
Ellen teria tentado defender o amigo e também foi esfaqueada, segundo o acusado. Com medo dos funcionários do chamarem a polícia por causa do barulho, ele deixou o local trazendo Ellen no banco traseiro e Eli no porta-malas.
Dizendo que os levaria até o pronto-socorro, ele foi em direção ao bairro Moimaz e no caminho, telefonou para a companheira dele, pedindo que o encontrasse.
Fogo
Segundo o acusado, a companheira dele chegou conduzindo um GM Prisma que foi apreendido dias depois. Ela teria discutido com Ellen e ele teria pedido à mulher dele que buscasse gasolina. A mulher teria saído e retornado cerca de 20 minutos depois, acompanhada de dois rapazes, trazendo o combustível.
O acusado disse que foi com os dois rapazes no carro da vítima até o local onde ocorreram as mortes. Ainda de acordo com ele, um dos rapazes teria jogado o combustível no casal, a mando dele, que foi quem ateou fogo usando um papel.
Após o crime todos deixaram o local, mas ele retornou posteriormente para retirar as placas do carro e dificultar a identificação.
Gravidez
O calçadista alegou que não tinha certeza se Ellen estava grávida dele, o que lhe foi confirmado apenas na delegacia. Por fim, alegou estar arrependido dos atos que cometeu, que acabaram prejudicando outras pessoas, inclusive a companheira dele.
Apesar da versão apresentada pelo investigado, a polícia continua acreditando na possibilidade de o crime ter motivação passional e até dívida por drogas. Apesar de Ellen estar esperando um filho do calçadista, ele havia reatado o relacionamento recentemente com a companheira dele, que também estaria grávida e queria que a vítima fizesse um aborto.
Durante a investigação, o calçadista chegou a simular uma tentativa de homicídio contra ele próprio, com objetivo de tentar desviar o foco sobre ele.
Os quatro investigados permanecem presos e o inquérito deve ser relatado à Justiça nos próximos dias.
