Polícia

Acusado de matar ex-mulher e ex-sogra se entrega e é preso

Teve que ser apresentado na delegacia de Lins, pois população revoltada queria linchá-lo

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
09/03/20 às 09h22
Débora Cristina Pavanelli Mazo chegou a ser socorrida, mas não resistiu (Foto: Reprodução)

O motorista de 34 anos, acusado de matar a tiros a ex-companheira Débora Cristina Pavanelli Mazo, 27 anos, e a mãe dela, Lúcia Aparecida Pavanelli Piona, 44, no último sábado (7), em Sabino, município a 125 quilômetros de Araçatuba, na região de Lins, foi preso.

Segundo a polícia, no final da noite ele foi a um condomínio da cidade e pediu para se entregar. O acusado seria apresentado na delegacia da cidade, mas devido à revolta da população, teve que ser apresentado em Lins.

Os crimes aconteceram pouco depois de 0h30, na residência das vítimas. De acordo com a polícia, o acusado foi ao local com o caminhão que trabalhava, arrombou a sala e rendeu a ex-companheira.

Grito

O padrasto da jovem acordou com o grito da vítima e encontrou o acusado apontando a arma para ela. A companheira dele e mãe de Débora, ao presenciar a cena, mandou chamar a polícia e levou um tiro na cabeça.

A jovem tentou correr, mas foi alcançada na cozinha e também levou um tiro na cabeça. Ela chegou a ser socorrida e a mãe dela morreu no local.

Fugiu

O motorista fugiu após os disparos, deixando o caminhão ligado na frente da casa das vítimas. A polícia realizou diligências, mas não conseguiu localizá-lo.

Pouco depois das 21h de sábado, policiais militares foram informados que o acusado esteva na portaria de um condomínio da cidade. Ele chamou o porteiro e pediu para comunicar a polícia que queria se entregar.

Dois policiais militares e um policial civil foram buscá-lo e pretendiam apresentá-lo na delegacia da cidade. A arma usada nos feminicídios não foi localizada.

Assassino

Quando o acusado estava na viatura da Polícia Militar, houve revolta por parte de um grupo de aproximadamente 30 pessoas que passaram a chamá-lo de assassino, com risco de linchamento.

Para preservar a integridade física do motorista, ele foi apresentado na delegacia de Lins, onde o delegado plantonista representou pela prisão temporária dele.

O pedido foi aceito pelo juiz Adriano Rodrigues Ponce de Oliveira, que decretou a prisão inicialmente pelo período de 5 dias.

Após ser capturado, ele ficou à disposição da Justiça.

Lúcia Aparecida Pavanelli Piona foi morta ao pedir para companheiro chamar a polícia (Foto: Reprodução)
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