Polícia

Condenado por roubo é preso ao tentar se passar pelo irmão

Crime aconteceu há 10 anos, praticado com arma em um supermercado no bairro Lago Azul, em Araçatuba

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
21/08/19 às 16h29
Imagem: Divulgação

João Paulo Alves Aranha, 29 anos, morador no Jardim Etharari, em Araçatuba (SP), foi preso na tarde de terça-feira (20), ao tentar se passar pelo irmão dele, durante abordagem na rodovia Marechal Rondon (SP-300).

Segundo o boletim de ocorrência, ele foi condenado por roubo praticado em 2009 e era considerado foragido.

O flagrante foi feito por policiais militares rodoviários que abordaram um veículo por volta das 15h30, no quilômetro 527 da estrada. O réu era um dos passageiros e ao entregar a documentação tentou se passar por um irmão dele.

Os policiais desconfiaram, conseguiram confirmar a verdadeira identidade de Aranha e descobriram que havia um mandado de prisão em aberto contra ele, expedido pela 2ª Vara Criminal de Araçatuba.

Roubo

O réu foi condenado por participar do assalto a um supermercado no bairro Lago Azul, o mesmo onde mora, ocorrido em 17 de março de 2009, ou seja, há mais de dez anos.

Na ocasião, dois homens entraram no estabelecimento, um deles armado com um revólver. Eles renderam o comerciante e roubaram 15 cartões telefônicos, avaliados em R$ 60,00, e R$ 90,00 em dinheiro.

Na ocasião, a vítima reconheceu um dos autores como sendo Aranha ou o irmão dele, pelo qual tentou se passar durante a abordagem na terça-feira.

Na noite seguinte ao roubo, a polícia abordou João Paulo na companhia de outro rapaz e os dois confessaram a autoria do assalto.

Eles ainda levaram os policiais à casa onde a arma usada no crime foi encontrada dentro de um armário na cozinha.

Como não houve flagrante do roubo, os dois acusados foram ouvidos como testemunha e o morador preso em flagrante por posse da arma.

Versões

Aranha confessou o crime na delegacia, mas alegou que eles perderam grande parte do dinheiro roubado, em forma de moeda, durante a fuga. Porém, em juízo negou a prática do crime.

Ele foi condenado em primeira instância a 5 anos e 6 meses de prisão, recorreu, mas a sentença foi mantida pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), em decisão de dezembro de 2014.

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