Respirar pela boca pode parecer um hábito simples ou passageiro, principalmente na infância, mas especialistas alertam que o problema pode provocar impactos importantes no desenvolvimento da face, da fala e até da qualidade do sono das crianças. Muitas vezes silenciosa, a respiração oral costuma estar associada a alterações na postura da língua, dificuldades mastigatórias e mudanças no crescimento craniofacial.
A fonoaudióloga Nathani Cristina, especialista em motricidade orofacial e distúrbios do sono, explica que a respiração correta deve acontecer pelo nariz. Quando a criança passa a respirar predominantemente pela boca, o organismo começa a desenvolver adaptações que podem comprometer diversas funções orais.
“A respiração oral interfere diretamente na postura da língua, na mastigação, na deglutição e no desenvolvimento adequado dos ossos da face. A longo prazo, isso pode trazer impactos funcionais e estruturais importantes”
, explica.
Segundo a especialista, um dos principais problemas é que a língua deixa de permanecer na posição correta, encostada no céu da boca. Essa postura é fundamental para guiar o crescimento adequado da maxila e das demais estruturas faciais durante a infância.
“Hoje já sabemos que a língua posicionada no palato funciona como um guia de crescimento para os ossos da face. Quando essa postura não acontece, a criança pode desenvolver alterações craniofaciais, ortodônticas e respiratórias”
, afirma.
Entre os sinais mais comuns da respiração oral estão boca aberta com frequência, ronco, sono agitado, lábios ressecados, mastigação inadequada, fala alterada, dificuldade de concentração e cansaço ao longo do dia. Em muitos casos, a criança também apresenta alterações no formato do rosto, com face mais alongada, palato estreito e dificuldades no alinhamento dental.
Impactos vão além da estética
Embora muitas famílias associem o problema apenas à aparência facial, Nathani alerta que os prejuízos vão muito além da questão estética. A respiração oral pode afetar diretamente a oxigenação, a qualidade do sono e o desenvolvimento neurológico da criança.
“Uma criança que não respira adequadamente pode dormir mal, apresentar dificuldade escolar, irritabilidade e alterações comportamentais. O sono é essencial para o desenvolvimento infantil e qualquer alteração respiratória merece atenção”
, destaca.
A especialista reforça ainda que alterações como língua presa, hipertrofia das amígdalas, alergias respiratórias e obstruções nasais podem favorecer a instalação da respiração oral, tornando fundamental uma avaliação multidisciplinar.
Tratamento precoce ajuda no desenvolvimento saudável
O tratamento depende da causa da respiração oral e pode envolver acompanhamento com otorrinolaringologista, ortodontista e fonoaudiólogo. Na fonoaudiologia, a terapia miofuncional trabalha a reorganização das funções orais e o fortalecimento muscular, auxiliando na respiração nasal e no posicionamento correto da língua.
“A terapia ajuda a restabelecer funções importantes como respiração, mastigação, deglutição e fala. Quanto mais cedo a intervenção acontece, maiores são as chances de evitar impactos permanentes no crescimento facial”
, explica Nathani Cristina.
A especialista alerta que muitos pais só procuram ajuda quando as alterações já estão bastante evidentes.
“A infância é a fase em que a face está em desenvolvimento. Perder tempo significa permitir que essas alterações avancem. Por isso, observar sinais precoces faz toda a diferença”
, finaliza.
SERVIÇO
Quem busca um atendimento fonoaudiológico de qualidade encontra no Instituto de Fonoaudiologia Nathani Cristina um espaço moderno, acolhedor e voltado ao cuidado integral dos pacientes. O local oferece estrutura completa para avaliações e terapias que unem ciência, empatia e resultados duradouros.
Endereço:
Avenida Brasília, 2121 – Sala 914 – Jardim Nova Yorque, Araçatuba (SP)
Avenida Olsen, 1089 - Centro, Penápolis (SP)
Atendimento:
de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
Informações e agendamentos:
(18) 98811-2763
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