Dificuldade para mamar, engasgos frequentes, cansaço durante a mamada, fala “presa” ou mastigação limitada não devem ser vistos como algo comum do desenvolvimento infantil. Esses sinais podem indicar alterações nas funções orais, como a língua presa, condição que exige avaliação especializada o quanto antes.
A fonoaudióloga Nathani Cristina, do Instituto de Fonoaudiologia Nathani Cristina, explica que a atenção começa já nos primeiros dias de vida.
“Hoje a literatura prevê que a avaliação do bebê seja feita prioritariamente nas primeiras 24 horas de vida, porque é nesse momento que a gente precisa estabelecer a amamentação. Frente a qualquer dificuldade, quanto antes a família procurar ajuda, melhor e menores os impactos para a criança”
, afirma.
Segundo ela, o fonoaudiólogo atua desde a gestação, orientando a mãe sobre posicionamento, pega correta e preparo para amamentar. Após o nascimento, é o profissional que realiza o teste da linguinha e avalia se a anatomia do bebê permite uma sucção eficiente.
“Se houver alteração, a gente avalia o quanto isso impacta na função e intervém para restabelecer as funções orais e equilibrar a questão muscular, favorecendo uma amamentação eficiente”
, explica.
Intervenção precoce faz diferença para toda a vida
A especialista destaca que a língua presa vai muito além da amamentação. A posição adequada da língua, apoiada no céu da boca, é fundamental para o crescimento correto dos ossos da face.
“Hoje já existem revisões sistemáticas mostrando que a língua presa pode ser fator de predisposição para apneia obstrutiva do sono na fase adulta, além de impactar o crescimento craniofacial e gerar questões ortodônticas”
, diz.
No dia a dia, alguns sinais de alerta durante a amamentação merecem atenção imediata.
“Estalos durante a mamada, o bebê que suga e o peito escapa, cansaço excessivo, bebê que dorme frequentemente enquanto mama, dificuldade para abocanhar a mama, dor para a mãe amamentar e a mama que sai amassada após a mamada não são esperados. Isso mostra que a amamentação não está acontecendo como deveria”
, orienta Nathani.
Ela também chama atenção para mitos que ainda atrapalham o cuidado adequado.
“Leite fraco não existe. O leite materno é programado pelo corpo da mãe para suprir as necessidades do bebê. Muitas vezes, quando parece que não há leite suficiente, o problema pode estar na sucção, que precisa ser avaliada.”
Com forte atuação acadêmica e base científica, a profissional reforça que a fonoaudiologia tem papel essencial no desenvolvimento infantil.
“Perder tempo é perder neurônio, é perder a chance de reabilitar funções importantes. Quando a gente deixa para depois, priva a criança das condições que ela precisa para se desenvolver plenamente. Isso não impacta só o momento, mas a vida toda.”
Diante de qualquer dificuldade para mamar, alterações na fala, respiração ou mastigação, a orientação é clara: procurar avaliação fonoaudiológica o mais cedo possível pode mudar o futuro da criança.
SERVIÇO
Quem busca um atendimento fonoaudiológico de qualidade encontra no
Instituto de Fonoaudiologia Nathani Cristina
um espaço moderno, acolhedor e voltado ao cuidado integral dos pacientes. O local oferece estrutura completa para avaliações e terapias que unem ciência, empatia e resultados duradouros.
Endereço:
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Araçatuba
(SP)
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