Um empresário de 43 anos, morador no bairro Higienópolis, em Araçatuba (SP), foi preso na noite de sábado (22), acusado de agredir a companheira dele, uma advogada de 41 anos.
Ele também responderá por embriaguez ao volante e por ter desacatado policiais militares ao ser abordado.
Segundo o boletim de ocorrência, pouco depois das 23h a Polícia Militar foi chamada para atendimento a ocorrência de agressão a uma mulher na rua Uruguai.
A vítima foi encontrada com um ferimento na cabeça e relatou que havia sido agredida pelo companheiro.
Ainda segundo a advogada, após a agressão, ele a xingou, saiu com uma caminhonete VW Amarok e ficou rondando ruas próximas à residência do casal com o veículo.
Equipe saiu em patrulhamento e localizou o acusado conduzindo a caminhonete. Segundo o que foi relatado, ele seguia no sentido contrário, tentou desviar da viatura, mas foi alcançado e detido.
Embriaguez
Os policiais informaram que o empresário estava bastante exaltado, apresentava sinais de embriaguez e resistiu à abordagem, xingando os policiais.
Ele teve que ser algemado e com apoio de outras viaturas foi levado ao plantão policial.
Após detê-lo, uma equipe retornou à casa da vítima, que foi levada ao pronto-socorro e liberada após receber atendimento médico.
Desacato
Quando já estava na delegacia, o empresário teria dito a um dos policiais militares que o deteve, que não ficaria preso e que posteriormente acabaria com a vida dele.
Como recusou o teste do bafômetro, o acusado foi levado ao IML (Instituto Médico Legal), onde o médico legista que o examinou constatou que ele estava com a capacidade motora alterada, configurando a embriaguez.
O empresário foi preso em flagrante e responderá por lesão corporal, violência doméstica, desacato, ameaça, injúria e embriagues ao volante.
Como as penas somadas ultrapassam 4 anos de prisão, o delegado plantonista deixou de arbitrar a fiança e ele seria apresentado em audiência de custódia nesse domingo (23) no Fórum de Araçatuba.
Não foi informado se a vítima requereu à Justiça as medidas protetivas previstas na lei Maria da Penha.