Polícia

Força-tarefa da Polícia Civil e OAB cumpre mandados contra investigados pelo golpe do falso advogado

Grupo identificado pelo Centro de Inteligência Policial da Polícia Civil de Rio Preto teria movimentado cerca de R$ 10 milhões

Da Redação - Hojemais Araçatuba
19/05/26 às 10h16
Foto: Divulgação

A Polícia Civil de São Paulo realiza nesta terça-feira (19) a Operação “SP Advocacia Mais Segura”, para desarticular uma suposta organização criminosa especializada no golpe do falso advogado. A ação foi coordenada pela Delegacia Seccional de São José do Rio Preto, em parceria com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

As equipes saíram às ruas para cumprir 26 mandados judiciais, sendo dez de prisão temporária e 15 de busca e apreensão, além de ordens de sequestro de bens e valores para ressarcir as vítimas. A operação mobiliza 70 policiais civis e 25 viaturas em cidades do interior, capital e litoral do Estado.

Ao menos 12 pessoas foram identificadas como vítimas do esquema e só um morador em Rio Preto teria perdido R$ 35 mil após acreditar nas mensagens enviadas pelos golpistas.

Central telefônica

Ainda de acordo com a investigação, o grupo entraria em contato por meio de uma central telefônica e convencia clientes com ações judiciais em andamento a realizarem transferências bancárias sob a falsa promessa de liberação de valores processuais. Segundo a polícia, em alguns casos, era utilizada tecnologia para reproduzir a voz real dos advogados. 

O levantamento aponta que o grupo teria movimentado cerca de R$ 10 milhões em apenas seis meses, entre outubro do ano passado e abril deste ano, utilizando indevidamente nomes de advogados e falsas decisões judiciais para enganar vítimas no interior e litoral paulista.

“O número de vítimas e o prejuízo total podem ser ainda maiores, pois há casos que não houve registro” , informa o delegado seccional de Rio Preto, Everson Aparecido Contelli.

Investigação

A ação é resultado de um trabalho de inteligência coordenado pelo Centro de Inteligência Policial da Polícia Civil de Rio Preto. As apurações apontam que a organização tinha atuação estruturada e alcance nacional, com indícios de vítimas em outros estados. 

Além disso, apenas uma das investigadas presas teria movimentado mais de R$ 3 milhões em contas bancárias sem qualquer comprovação de origem lícita dos recursos. Agora, os investigadores buscam reunir provas para vincular o grupo aos registros do golpe do falso advogado contabilizados na região de Rio Preto.

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