Equipe do GOE/Deic (Grupo de Operações Especiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais) da Polícia CIvil de Araçatuba apreendeu nesta quarta-feira (2), 34 aparelhos celulares usados em uma loja na rua Brasil.
Segundo a polícia, houve denúncia de que um empresário de 36 anos, responsável pelo estabelecimento, estaria trocando o Imei de celulares de origem ilícita e também estaria na posse de produtos de origem duvidosa.
Um mandado de busca e apreensão foi expedido pela 1.ª Vara Criminal e o empresário foi encontrado na loja, acompanhando o cumprimento. Segundo os investigadores, foram encontrados os celulares usados, de diferentes marcas e modelos, os quais estavam sem ordens de serviço da empresa.
A polícia recolheu ainda 69 frontais de celulares e dezenas de carcaças eletrônicas de aparelhos, além de caixas de som da marca JBL, relógios de pulso e outras caixas de som para computadores, tudo sem nota fiscal de compra.
Assumiu
Segundo a polícia, o empresário admitiu a propriedade dos objetos apreendidos e disse que ao comprar a loja, em fevereiro, recebeu junto o aparelho usado para troca da Imei, que é a identidade do celular.
Porém, não soube dizer porque ficou com tal equipamento, se sabia que eles servem para mudar Imei de celulares. Ainda de acordo com o investigado, as sucatas apreendidas também foram recebidas na compra do estabelecimento.
Ele confirmou não possuir notas fiscais das caixas de som e apresentou algumas notas que seriam das frontais de celulares. Porém, de acordo com a polícia, foi constatada divergência do conteúdo das notas com relação à mercadoria, não havendo como identificar se as notas referem-se a ela.
Cheques
Enquanto realizavam as buscas, os policiais recolheram 11 talões de cheques em nomes de empresas e de bancos diferentes, que estavam dentro de um cofre. Sobre um balcão, havia outro talonário de cheques parcialmente consumido, também em nome de uma empresa.
De acordo com os investigadores, o empresário disse que as respectivas empresas pertenciam à mãe dele, ao pai e a um irmão, mas tiveram as atividades encerradas. Mais uma vez, ele não soube explicar o porquê guardava os cheques que deveriam ter sido destruídos.
Todo o material apreendido foi apresentado no plantão policial junto com o notebook e o computador de mesa da empresa. Os celulares de uso do empresário foram apreendidos para perícia.
Após o registro do boletim de ocorrência de apreensão de objeto o dono da loja foi liberado.