O taxista Waldir Augusto da Silva, 83 anos, morreu após ser atropelado no final da tarde de terça-feira (21) na rodovia Marechal Rondon (SP-300), em Penápolis. Conforme já divulgado, ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Ele ficou nacionalmente conhecido em 2010, quando foi assaltado durante uma corrida, atropelado pelos autores do crime, que em seguida o jogaram no ribeirão Lajeado, de cima da ponte que passa pela rodovia Assis Chateaubriand (SP-425). Na ocasião, a vítima foi resgatada após ser encontrada no início da noite seguinte, na beira do córrego.
Segundo o que foi apurado, Silva continuava trabalhando como taxista e no final da tarde de terça-feira foi à rodovia Marechal Rondon, próximo à base da Polícia Militar Rodoviária, conduzindo um VW Voyage.
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, ele teria deixado o carro parcialmente estacionado na alça de acesso da rodovia, onde aguardava passageiros que desembarcavam de um ônibus que trafegava pela pista oeste, sentido interior.
Atropelado
Ao atravessar a pista leste, sentido capital, para ir ao encontro desses passageiros, ele acabou sendo atropelado por um VW Polo, com placas de Araçatuba, que era conduzido por um homem de 35 anos.
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, o condutor desse carro trafegava pela faixa 1 da estrada, quando foi surpreendido pelo idoso atravessando a pista e não teria conseguido frear ou desviar. Ao ser atingido, o taxista foi arremessado no canteiro central entre as pistas e foi atendido por equipe de resgate, com ferimentos graves.
Morreu
Quando os policiais concluíram o atendimento à ocorrência, Silva permanecia com vida, mas já no início da madrugada uma filha dele esteve na delegacia em Penápolis para comunicar o óbito, constatado no Hospital Geral de Promissão.
O corpo foi encaminhado para exame necroscópico no IML (Instituto Médico Legal) e, segundo a empresa funerária Bom Pastor, o velório acontece no Bom Pastor Memorial de Penápolis. O enterro está marcado para as 10h de quinta-feira (23).
Assalto
No dia 12 de março de 2010, Silva trabalhava como taxista no terminal rodoviário e saiu para fazer uma corrida com três passageiros. O carro usado por ele, um VW Gol, foi encontrado na manhã seguinte, abandonado ao lado de um córrego próximo ao Colégio Agrícola, na zona rural de Penápolis.
O veículo estava sem as placas de identificação e com a parte traseira danificada. O vidro traseiro estava estourado e foram encontradas marcas de sangue no porta-malas.
Encontrado
Os familiares do taxista já tinham perdido a esperança de encontrá-lo com vida quando, já no início da noite daquele sábado, ele foi localizado pelos bombeiros, consciente, próximo a uma moita de bambu na beira do ribeirão Lajeado. A vítima tinha ferimentos na cabeça, os olhos inchados e precisou passar um período internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
O inquérito na ocasião foi conduzido pelo delegado Mauro Gabriel, que é o atual diretor do Deinter-10 (Departamento de Polícia Judiciária) de Araçatuba. Naquele mesma tarde de sábado, antes de Silva ser localizado, a equipe de investigação identificou três jovens que estudavam no Colégio Técnico Agrícola em Penápolis, como sendo os autores do roubo. Dois deles eram adolescentes.
Ouvidos na delegacia na ocasião, eles confessaram que após contratar os serviços do taxista, decidiram matá-lo por não terem R$ 30,00 para pagar a corrida. Eles disseram que um dos autores teria segurado a vítima pelo pescoço, enquanto o outro o agrediu com socos na cabeça e roubou R$ 50,00.
Ponte
Após as agressões, o grupo colocou a vítima na estrada e passou sobre o corpo dela em marcha à ré com o veículo. Depois, os autores o colocaram no porta-malas e, acreditando que estivesse morto, já que o taxista estava inconsciente, eles o jogaram de cima da ponte, de uma altura aproximada de 3 metros.
A suspeita da polícia, na época, foi de que o grupo pretendi utilizar o carro para ir a uma festa do peão em Turiúba. Porém, como eles bateram o veículo quando estavam em Barbosa, retornaram para Penápolis e abandonaram o Gol próximo ao colégio onde estudavam.
