Polícia

Homem morre baleado após atacar policial com facão

Desrespeitou ordem de soltar o facão durante atendimento a ocorrência, mesmo após primeiro tiro de advertência

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
07/11/21 às 20h13
Caso aconteceu na tarde deste domingo em Buritama (Foto: Hojemais Araçatuba)

Alessandro Júnior Martins, 42 anos, morador em Buritama (SP), morreu ao ser baleado no início da tarde deste domingo (7), após atacar um policial militar durante atendimento a ocorrência de violência doméstica.

Segundo o boletim de ocorrência, o caso aconteceu pouco antes das 13h, na rua Liberato Alves Teixeira, bairro Cidade Nova I e II. Consta no registro que equipe da Polícia Militar foi ao local para atender ocorrência de morte em decorrência de intervenção policial e foi informada que a equipe anterior atendia ocorrência de violência doméstica.

Durante a ocorrência, um dos policiais conversava com a mãe de Martins, enquanto ele não estava na residência. Porém, ele chegou ao local correndo e, de posse de um facão, entrou na casa.

O policial que conversava com a mãe de Martins foi informado pelo colega e, antes de ser surpreendido, passou a dialogar, tentando convencê-lo a soltar o facão, mas não foi atendido.

Advertência

Além de não soltar o facão, de acordo com a polícia, ele teria mandado os policiais saírem do local e foi alertado que se não se desarmasse, o policial iria atirar. Mesmo assim, a ordem não foi atendida e o policial fez o primeiro disparo, de advertência, que teria atingido um carro que estava na garagem.

Ainda de acordo com a polícia, mesmo após esse primeiro disparo Martins continuou em direção ao policial com o facão erguido, na iminência de atacá-lo, por isso foram feitos mais dois disparos, de maneira rápida, causando a morte no local.

Legítima defesa

O local foi preservado pelos policiais militares e o delegado Eduardo Lima de Paula acompanhou o trabalho da perícia. Após a conclusão dos trabalhos o corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de Araçatuba para exame necroscópico.

O delegado entendeu que o policial militar agiu em legítima defesa e fez uso dos meios disponíveis necessários para cessar a agressão, estando na iminência de sofrer uma agressão por parte de Martins.

Um inquérito será instaurado e a Polícia Militar também realizará procedimento próprio com relação aos desdobramentos decorrentes da ação policial.

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