Polícia

Menino de 6 anos é ferido com tiro no rosto disparado pelo pai

Investigado é vigilante e disse à polícia que houve um acidente; ele testava uma pistola e um dos projéteis ricocheteou

Lázaro Jr. - Hojemais Araçtuba
28/02/20 às 17h15

Um menino de 6 anos de idade foi atendido na Santa Casa de Araçatuba (SP) na tarde desta sexta-feira (28), após ser atingido por um disparo de arma de fogo no rosto.

O tiro foi disparado pelo pai da criança, um vigilante de 29 anos, que acionou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Ele disse que houve um acidente.

Segundo o que foi apurado pelo Hojemais Araçatuba , pouco depois das 14h houve denúncia para a Polícia Militar sobre disparos de arma de fogo nos fundos de um "lixão", na estrada do Goulart, que passa pelas unidades da Fundação Casa.

Ainda segundo o denunciante, após os tiros, foi ouvido choro de uma criança.

Quando os policiais chegaram ao local, o menino era atendido pelo Samu e o médico informou que ela havia levado um tiro no rosto.

Porém, ele relatou que o ferimento era superficial, que o menino não corria risco de morrer e que seria levado para a Santa Casa.

Uma equipe permaneceu no local, que foi preservado para realização de perícia, enquanto outros policiais acompanharam o vigilante no atendimento à criança.

Teste

Após o menino ser socorrido, os policiais entrevistaram o investigado, que disse ter ido até aquele local para testar a arma, uma pistola calibre 380.

O investigado contou que havia efetuado quatro disparos e no quinto, atirou contra um vaso sanitário.

De acordo com ele, quando o projétil atingiu a peça de louça, ele ricocheteou (voltou) e atingiu a maçã do lado direito do rosto do menino, que o acompanhava.

O vigilante entregou aos policiais a pistola, que estava guardada no porta-luvas do carro que ele conduzia.

Junto havia três carregadores vazios, várias munições recarregáveis para treino, algumas munições intactas e dez deflagradas.

Investigação

Após o menino ter o ferimento no rosto suturado com sete pontos, receber curativo e ser liberado pelo hospital, o investigado foi levado para a delegacia junto com a pistola e as munições. Após ser ouvido, ele foi liberado.

Ao decidir por não prendê-lo em flagrante, o delegado plantonista levou em consideração que a arma possui registro e foi levada ao local dentro da maleta própria.

Além disso, o local onde ocorreram os disparos é um terreno baldio, sem nenhum tipo de habitação, e foi o próprio autor que acionou o socorro para o filho, pelo telefone 192.

Por fim, também foi levado em consideração que o ferimento sofrido pela vítima foi superficial e ela não corre risco de morte.

Apesar de não ser preso, um inquérito deve ser instaurado para investigar o caso.

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