Um homem de 38 anos foi preso na tarde de domingo (4), em Araçatuba (SP), pela lei Maria da Penha, acusado de ameaçar a companheira dele de morte. Segundo a vítima, o investigado usou um revólver para atirar contra ela, porém, outra pessoa teria fugido com a arma.
Segundo o boletim de ocorrência, o caso aconteceu por volta das 17h, no bairro residencial Beatriz. Policiais militares foram à residência do casal para atender ocorrência de disparo de arma de fogo e foram recepcionados pela vítima, que tem 31 anos e estava na frente da casa dela.
Ela alegou que teve uma discussão com o companheiro, que saiu e retornou em seguida armado com um revólver. De acordo com a mulher, o investigado fez um disparo na direção dela, sem atingi-la, e quando tentou um segundo disparo, a arma falhou.
Ainda de acordo com a mulher, ao abrir o tambor do revólver para tentar fazê-lo funcionar, o companheiro dela derrubou uma munição no chão. Nesse momento outro homem conhecido do casal teria aparecido e provavelmente levado a arma embora.
Munição
Segundo a polícia, a mulher entregou um projétil deflagrado e uma munição calibre 38 intacta que disse ter encontrado entre a varanda e o portão da residência e contou que o companheiro dela estava dentro do imóvel.
Ele foi encontrado deitado no sofá e ao receber voz de prisão se alterou e tentou fugir, mas foi contido, algemado e levado para o plantão policial. A mulher também esteve na delegacia, confirmou o que havia dito aos policiais militares e requereu as medidas protetivas de urgência.
Negou
Já o acusado negou qualquer disparo de arma de fogo contra a companheira dele e ao ser comunicado que ficaria preso, pediu para informar uma cunhada dele sobre a prisão.
O delegado que presidiu a ocorrência deixou de arbitrar a fiança e representou pela conversão da prisão em preventiva. Ele também requisitou a realização de exame residuográfico no investigado para verificar possível vestígio de pólvora. O projétil deflagrado e a munição apreendida serão encaminhados para perícia.
O caso foi registrado como ameaça no âmbito da violência doméstica e disparo de arma de fogo. Após ser ouvido, o investigado permaneceu à disposição da Justiça.
