Investigação
A polícia informa que durante a fiscalização, a mulher apresentou cópia de um ofício que foi entregue no 3.º Distrito Policial e no Batalhão da Polícia Militar em outubro do ano passado.
No documento, os organizadores se apresentam como membros da Oscip, entidade com fins filantrópicos e realiza sorteios e bingos de cartelas beneficentes, além de bazares e outros eventos sem fins lucrativos.
Os organizadores argumentaram que a realização desse tipo de evento por Oscips é permitida pela legislação, mas o delegado responsável pela ocorrência considerou que em nenhum momento a lei utiliza a expressão bingo.
Também levou em consideração a estrutura montada para a realização do evento, a quantidade de pessoas presentes e a forma de pagamento dos prêmios, que era feita em dinheiro.
Além disso, não foi apresentada nenhuma comprovação do repasse de dinheiro para a Oscip. "A ideia que nos passa é de que a Oscip foi criada apenas como fachada para o desenvolvimento aparentemente legalizado de verdadeiro jogo de azar", consta no boletim de ocorrência.
Operação
O caso foi registrado na presença de um advogado, que apresentou cópia de documento protocolado na Delegacia Seccional e no CPI-10 (Comando de Policiamento do Interior) de Araçatuba, comunicando sobre a realização de bingo beneficente pela Oscip.
Entretanto, o delegado plantonista contatou o Cipol (Centro de Inteligência da Polícia Civil), que informou que já havia uma investigação em curso.
Essa investigação teria constatado que os organizadores estariam utilizando espaço particular para realização de jogo de azar, se amparando de modo fraudulento à legislação.
Diante do que foi apurado, a Polícia Civil realizaria nesta semana uma operação especial para fechar o local e apreender os materiais utilizados para realização do bingo.
Os investigados foram liberados após prestarem depoimento e os computadores e demais objetos utilizados para a realização do bingo foram apreendidos.
Os alimentos não perecíveis encontrados no local ficaram depositados para os responsáveis pelo jogo, que terão que repassá-los a entidades beneficentes posteriormente.
A reportagem telefonou na manhã desta segunda-feira (15) para o escritório do advogado que acompanhou o registro da ocorrência, mas não foi atendida.
