Opinião

Armas sonoras na operação da Venezuela

"Hoje, o som que desorienta, a onda que adoece, a energia que ninguém vê mas todos sentem, pode sim estar sendo utilizada e afetando muita gente"

Cassio Betine
28/06/26 às 06h54
Imagem: ClaudeIA

Será mesmo que armas sonoras foram utilizadas na captura do ditador Nicolás Marudo, na Venezuela – aquele lance que muitos comentam até hoje sobre o uso de efeitos sonoros violentos, que além de desorientar, provocava danos definitivos na mente dos soldados. Bom, vamos explorar um pouco esse assunto, embora não haja dados oficiais sobre o uso dessa técnica, digamos, acústica, há coisas reais nessa área. 

O termo correto para esse tipo de tecnologia é “arma psicotrônica”. Muita gente imagina um arsenal secreto capaz de manipular mentes à distância, como se fosse ficção científica. Mas a realidade é bem diferente: o termo nasceu em círculos conspiratórios, enquanto o que existe de fato são tecnologias acústicas e de energia dirigida que podem causar efeitos físicos e psicológicos intensos.

Pense em dispositivos como o LRAD (Long Range Acoustic Device), usado em protestos e operações de segurança marítima. Ele emite ondas sonoras extremamente potentes, capazes de provocar dor, desorientação e até danos auditivos graves. Não é telepatia militar, mas é uma forma bem concreta de usar som como arma.

Outro exemplo que ganhou manchetes foi o chamado “Havana Syndrome”, ocorrido em 2016, quando diplomatas americanos em Cuba e na China relataram sintomas neurológicos misteriosos — tontura, náusea, perda de memória. Investigações levantaram a hipótese de exposição a micro-ondas de alta intensidade – uma tecnologia de energia dirigida que, embora não confirmada oficialmente, mostra que há pesquisas nesse campo.

Na verdade, essas armas não “controlam” o cérebro, mas podem impactar profundamente o corpo e a mente. Exposição prolongada a sons em certas frequências pode gerar ansiedade, insônia e até alterações cognitivas – você já deve ter visto algum filme onde pessoas são torturadas com sons altos tocados continuamente. Já a energia eletromagnética pode afetar o sistema nervoso e provocar sintomas difíceis de diagnosticar.

Casos documentados existem, sim: LRAD em manifestações nos EUA, uso em navios contra piratas, relatos de micro-ondas em operações diplomáticas. E há pesquisas avançadas em universidades e centros militares sobre armas de energia dirigida, sempre envoltas em sigilo. E o futuro aponta para dispositivos cada vez mais sofisticados, capazes de neutralizar alvos sem disparar sequer uma bala. 

Então é realmente factível afirmar que essas tecnologias são reais e realmente mexem com nossos sentidos e nosso sistema nervoso. Portanto, não é ficção, é ciência aplicada — e já usada em campo. O impacto humano é inegável: dor, medo, confusão, e até traumas psicológicos duradouros.

No fim das contas, enquanto “especialistas” e defensores do direito e integridade humana tentam colocar leis contra esse tipo de tecnologia de guerra, armas letais continuam sendo utilizadas por forças militares, milícias, terroristas e criminosos em geral. O negócio é curioso. Hoje, o som que desorienta, a onda que adoece, a energia que ninguém vê mas todos sentem, pode sim estar sendo utilizada e afetando muita gente. Vai saber se agências secretas de espionagem não utilizam.

A pergunta que fica então é a seguinte: há antídoto para isso? Para projéteis, coletes; para mísseis, anti-mísseis; para invasão hacker, sistemas digitais de segurança. Será que há como detectar e anular esse tipo de arma?

Foto: Divulgação

Cassio Betine: Pós-graduado em Tecnologias da Aprendizagem, Bacharel em Artes e Desenho Industrial. Coordenador e Mentor de Negócios e Eventos. Autor de livros, artigos e produtor de conteúdos diários sobre Tecnologia, Inovação e Comportamento. É empreendedor em outros negócios e fundador da F7Digitall.com – Tecnologia & Comunicação

**Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação

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