Assim como vejo o Suicídio como um sintoma, também vejo essa tragédia que aconteceu com a moça que faria “um salto”, como um SINTOMA da vida atual. O que aconteceu naquele “salto”, fala, mostra, denuncia o tempo em que estamos vivendo e a forma como estamos conduzindo nossa existência. Um tempo de pessoas distraídas, que normalizam o descuido, a pressa, a desatenção, o não notar, a futilidade.
Vemos tal situação a todo tempo: são pessoas dirigindo e olhando o celular, caminhando com o cachorro e mexendo no celular, sentadas em uma praça fixadas no celular ao invés de oferecer sua atenção às crianças; ou seja, sem presença real.
Estamos perdidos em meio à distração (redes sociais, fotos, filmagens, vídeos, rolagem de tela, jogos, celular como extensão das mãos); perdendo a presença, perdendo o aqui agora, perdendo a vida, trocando vida real por fantasias virtuais.
Desatenção, distração, dispersão, descuido tornaram-se modos de vida, rotina. E este é o grande ponto de atenção, adoecimento e perigo nesse tempo.
Para as telas: atenção TOTAL. Para a vida real: desatenção PLENA e ABSOLUTA.
É como venho dizendo à exaustão: se faz urgente e necessário repensar a nossa forma de estar na vida, a nossa forma de viver, a nossa forma de existir.
Por uma cultura de cuidados com a Saúde Mental.
Setembro Amarelo: de Setembro a Setembro.
