Marcos Frederico Eugenio, 41 anos, morreu após ser baleado na cabeça na noite de sábado (13), em Auriflama (SP), enquanto participava de um churrasco com amigos para assistir a partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
O tiro teria sido disparado por um dos participantes da confraternização, que fugiu em seguida, deixando a arma para trás. Ele não havia sido localizado.
Segundo o que foi relatado, policiais militares foram chamados em uma residência no bairro Jardim Bom Vista, onde haveria uma vítima de disparo de arma de fogo. A equipe encontrou Eugênio caído no chão, amparado por um colega que sustentava a cabeça e o corpo dele, em posição lateral.
Na sequência chegou ao local uma ambulância do município de Auriflama, sendo que uma equipe prestou os primeiros socorros à vítima e a encaminhou ao pronto-socorro para atendimento médico.
Tiro
Ainda de acordo com o que foi relatado, uma testemunha contou que todos estavam reunidos na residência de um homem de 51 anos, para participar de um churrasco para assistir ao jogo da Seleção Brasileira.
Essa testemunha contou que durante o churrasco, um dos participantes, de 51 anos, pegou uma arma de fogo e passou a manuseá-la. Ele foi até à cozinha e enquanto estava no cômodo, foi possível ouvi-lo engatilhar a arma.
Em seguida, retornou para o ambiente onde os demais estavam, com as mãos para trás e, em tom de brincadeira, disse: "Vocês estão me estranhando?" . Ainda de acordo com a testemunha, na sequência o autor apontou a arma na direção da vítima e acionou o gatilho. O projétil teria atingido um dos olhos de Eugenio, que caiu no chão.
Após o disparo, o autor teria dito: "Não acredito que fiz isso" . Ao ser alertado para socorrer a vítima, ele teria dito: "Não dá mais, olha como ele está" , vindo a fugir em seguida, conduzindo um GM Cruze.
Investigação
O local onde ocorreram os fatos foi preservado pelos policiais militares para realização de perícia e foi apreendida uma pistola calibre 9 milímetros localizada próxima ao portão da residência. Já na sala foi localizada uma maleta com três carregadores, 27 munições intactas e 16 munições de treinamento e sobre o balcão, havia uma cápsula deflagrada.
Durante o atendimento à ocorrência a polícia foi informada que apesar do socorro, Eugênio não resistiu e teve o óbito constatado em função dos ferimentos sofridos. O corpo seria recolhido por funcionário da empresa Funerária Rosa Mística, responsável por encaminhá-lo ao IML (Instituto Médico Legal) de Araçatuba para exame necroscópico.
O delegado que presidiu a ocorrência considerou inicialmente que é caso de homicídio em consequência de manuseio imprudente da arma de fogo. Porém, um inquérito será instaurado para apurar eventual configuração de dolo eventual por parte do investigado, que não havia sido encontrado.
