A Justiça de Araçatuba (SP) retomou nesta sexta-feira (12), a audiência de instrução e julgamento do caso Thaís Bonatti, 30 anos, que morreu após ser atropelada pela caminhonete conduzida pelo juiz aposentado Fernando Augusto Fontes Rodrigues Júnior, 61, quando seguia de bicicleta para o trabalho.
O crime aconteceu em 24 de julho de 2025 e o réu responde em liberdade a processo por homicídio com dolo eventual qualificado pelo emprego de meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Carolina Silva de Almeida, 25, que era passageira no veículo e estaria seminua, sentada no colo do condutor da caminhonete no momento do atropelamento, também responde em liberdade pelo mesmo crime. O Ministério Público considerou que em tese, ela teria concorrido para o crime e contribuído diretamente para a morte da vítima.
A primeira audiência foi realizada em 27 de abril, quando foram ouvidas três testemunhas, duas delas indicadas pelo Ministério Público e pelo Ministério Público quanto pela defesa dos réus. Essas testemunhas são o proprietário da casa noturna onde os réus teriam passado a noite anterior ao atropelamento, um funcionário do supermercado que fica na frente da rotatória onde Thaís foi atropelada e um motorista por aplicativo que teria acompanhado a caminhonete desde a saída da casa noturna até o local do atropelamento, de acordo com a denúncia.
Novos depoimentos
Já nesta sexta-feira, foram ouvidas mais três testemunhas. O primeiro depoente foi um policial militar que atuou no atendimento à ocorrência no local. Segundo o que foi apurado pela reportagem, ele confirmou que o juiz apresentava sinais de embriaguez e não aceitou realizar o teste do bafômetro. O policial inclusive descreveu os sinais de alteração da capacidade psicomotora por parte do réu.
A segunda testemunha, que trabalhava no mercado que fica na frente do local do atropelamento, pediu para falar na ausência dos réus e informou não ter visto o exato momento do atropelamento.
O que essa testemunha confirmou, foi ter visto a vítima ainda com vida ainda e notado que o juiz aposentado exalava álcool. Além disso, afirmou que ele mexia na calça quando saiu da caminhonete, mas não viu Carolina no colo dele.
Por fim, outro ex-funcionário do mercado ouvido confirmou ter visto a passageira da caminhonete sentada no colo do condutor do veículo quando ocorreu o atropelamento de Thais.
Suspensa
A audiência teve que ser suspensa porque um terceiro ex-funcionário do mercado não foi encontrado. Como a acusação insistiu em ouvir a testemunha, serão feitas novas diligências na tentativa de localizá-la.
A defesa não aceitou ouvir outras as testemunhas de defesa antes das de acusação. Assim, a audiência será retomada em nova data ainda a ser marcada.
