Polícia

Primo de funcionário é preso acusado de furtar carne e cerveja em mercado

O funcionário fugiu, se entregou mais tarde à polícia e foi solto com base na lei de abuso de autoridade

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
02/03/20 às 19h12

Um pintor de paredes de 42 anos foi preso na noite de domingo (1) em Barbosa (SP), cidade vizinha a Penápolis, acusado de furtar pacotes de carne e um fardo de cerveja em um supermercado da cidade.

Ele estava acompanhado de um funcionário do supermercado, que é primo dele e trabalha no açougue, mas que fugiu antes da chegada da polícia.

Segundo o boletim de ocorrência, o marido da proprietária do mercado, instalado na avenida Dona Ricardina, passava pelo local por volta das 19h e viu o carro do açougueiro estacionado na frente do prédio.

A porta do mercado estava aberta e ao entrar no prédio, ele surpreendeu o pintor de paredes próximo ao açougue, segurando uma lata de cerveja.

O acusado alegou que havia ido ao mercado com o açougueiro, que saiu correndo ao ouvir o barulho, para pegar um refrigerante.

Carne e cerveja

A testemunha saiu do mercado, trancou a porta e chamou a polícia. Quando os policiais chegaram, vistoriaram o carro e encontraram as mercadorias furtadas.

No carro havia um pacote com 12 latas de cerveja Brahma; um pacote com pouco mais de 2 quilos de carne de porco; outro com 1,3 quilo de panceta; um com 900 gramas de linguiça toscana; e outro com 1,5 quilo de contra-filé bovino.

Em vistoria pelo prédio foi constatado que não houve arrombamento, pois o açougueiro possuía a chave da porta.

Levado à delegacia, o pintor de paredes declarou que estava em um churrasco familiar e que foi o funcionário do açougue que o chamou para ir ao mercado buscar refrigerante, dizendo que tinha a chave.

Se entregou

Enquanto o boletim de ocorrência era registrado, o açougueiro telefonou para a Polícia Militar querendo se entregar, confessando participação no furto.

Ele foi levado para a delegacia, mas o delegado plantonista considerou que diante da nova lei de abuso de autoridade, não poderia prendê-lo em flagrante por ter se apresentado espontaneamente.

Já o primo dele, que alegou pensar não estar fazendo nada de errado, pois apenas acompanhava o funcionário do mercado, foi preso em flagrante, sem direito a fiança e ficou à disposição da Justiça.

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