Polícia

Quadrilha de estelionatários fez vítimas em Barbosa e Pereira Barreto

Um posto de combustíveis vendeu 4 mil litros de óleo diesel e casa de materiais de construção teve prejuízo de R$ 13 mil

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
04/04/19 às 11h27
Após registro de boletim de ocorrência em Birigui, um dos investigados chega a Araçatuba (Foto: Lázaro Jr.)

O Hojemais Araçatuba apurou que um posto de combustíveis de Barbosa e uma casa de materiais de construção de Pereira Barreto estão entre as empresas que caíram em golpe aplicado pelos três presos na manhã desta quinta-feira (4) acusados de estelionato.

O prejuízo médio de cada uma dessas empresas foi de R$ 13 mil, mas existe a suspeita de que os investigados tenham movimentando mais de R$ 200 mil com a compra de produtos em nome de terceiros, sem o devido pagamento.

Entre os presos está um autônomo de 22 anos, morador no bairro Clovis Picoloto, em Araçatuba (SP), e um irmão dele, outro autônomo de 21 anos. Este está morando atualmente em um condomínio à beira mar de Riviera de São Lourenço, em Bertioga (SP). Ele vinha sendo monitorado desde o início da semana.

O terceiro preso é um empresário de Birigui, 53, morador Jardim Costa Rica. Ele, que seria o líder do grupo, de acordo com a polícia, foi detido em casa por volta das 6h e teve o celular apreendido para perícia.

Mandados

Os mandados de prisão foram cumpridos por policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Jales. A investigação é comandada pelo delegado Sebastião Biasi.

Também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e entre os objetos apreendidos estão aparelhos de celular que serão periciados.

Investigação

De acordo com o delegado, as investigações tiveram início no ano passado, após a quadrilha aplicar o golpe em uma madeireira e em uma loja de ferramentas em Jales. Essa empresa vendeu um compressor de ar equipamentos elétricos à quadrilha.

A mercadoria avaliada em R$ 7,1 mil foi retirada no local e deveria ser paga em três vezes no boleto, mas nenhum deles foi quitado. Após a venda, as vítimas não conseguiram contato com os investigados pelo telefone informado.

A reportagem do Hojemais Araçatuba apurou que o grupo utilizou o documento perdido de um servente de pedreiro para aplicar os golpes.

Com as informações desse documento eram abertos CNPJs e com base nesses dados, o grupo fazia contato por telefone com os estabelecimentos comerciais requisitando mercadorias.

Os investigados se apresentavam como donos de propriedades rurais, informavam os dados cadastrais e até endereço eletrônico falsos que criavam.

Após consultar as informações e constatar que não havia restrições com relação a esses dados, as vítimas efetuavam a venda, mas ficavam no prejuízo, pois os boletos não eram quitados ou o pagamento era feito por meio de cheques que sem fundo.

Região

Além das vítimas na região de Jales, o golpe também trouxe prejuízo para comerciantes e empresários da região de Araçatuba.

Um posto de combustível em Barbosa, a 75 quilômetros de Araçatuba, vendeu quatro mil litros de óleo diesel aos investigados no mês de agosto do ano passado.

O combustível foi retirado no local, em tanques que estavam em um caminhão Ford antigo. O pagamento foi feito com dois cheques de R$ 6.300,00 cada, os quais não foram aceitos pelo banco.

As vítimas conseguiram um primeiro contato com os investigados, que se disseram surpresos ao saber que os cheques haviam voltado, mas depois não atenderam mais o telefone.

No mesmo mês, uma casa de materiais de construção em Pereira Barreto vendeu R$ 13 mil em mercadorias aos investigados, as quais também foram retiradas com um caminhão Ford.

O pagamento foi feito com três cheques pré-datados e o primeiro foi recusado pelo banco ao ser depositado. A vítima fez contato com um dos investigados, que pediu para apresentar o cheque ao banco novamente e depois disso não atendeu mais as ligações.

Providência

Com as prisões, a polícia tentará descobrir o que foi feito com as mercadorias adquiridas de forma fraudulenta e se há outras pessoas envolvidas no esquema criminoso.

Outras vítimas devem aparecer, já que existe a suspeita de o grupo ter aplicado mais de 30 golpes semelhantes no comércio.

As prisões são temporárias, pelo período de 5 dias, mas podem ser prorrogadas. Os investigados devem ser indiciados por estelionato e por organização criminosa.

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