Na semana passada, o empresário e professor universitário Teucle Mannarelli Filho assumiu a presidência do diretório do PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro) de Araçatuba e anunciou que é pré-candidato à Prefeitura nas eleições municipais de 2020. Teucle, que já foi vereador por dois mandatos e pertence a uma das mais tradicionais famílias de Araçatuba, deve concorrer com os votos do prefeito Dilador Borges (PSDB).
Nova troca
Na mesma data da filiação de Teucle ao PRTB, mudou para a sigla também o jornalista Iranilson Alves da Silva, que deixou o PSL junto com o presidente Jair Bolsonaro e agora é vice-presidente do diretório local do partido do vice-presidente Hamilton Mourão. Iranilson, que oficialmente ainda continua como presidente do PSL em Araçatuba, explicou que a mudança foi necessária porque o próprio Bolsonaro reconheceu ser difícil efetivar o registro do “Aliança pelo Brasil” em tempo de lançar candidatos às eleições municipais de 2020, e Araçatuba não podia ficar sem um candidato para fazer frente a Dilador.
Reeleição
Dilador havia anunciado que tentará a reeleição na assinatura da ordem de serviço da nova escola do residencial Atlântico, no mês passado. De forma direta, na ocasião, o tucano surpreendeu até os aliados ao dizer que queria ser candidato a prefeito. Depois, durante entrevista ao Hojemais Araçatuba , o prefeito evitou falar sobre os planos para a reeleição e disse que quer se concentrar no mandato atual. “Não vou contradizer minha fala, eu sou pré-candidato à reeleição, mas não vou tratar disso agora, eu quero continuar focado no trabalho”, resumiu.
Saraiva
Cido Saraiva (MDB) também confirmou que é pré-candidato à Prefeitura de Araçatuba. Com três mandatos como vereador, Saraiva foi o vereador mais votado no município nas últimas eleições, com 8.341 votos, e teve o melhor desempenho na concorrência por uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo em 2018, quando conquistou a preferência de 43.175 eleitores. Foi o quinto mais votado do partido dele, ficando na segunda suplência. “Tenho carinho imenso pela cidade e neste momento temos que nos unir para a cidade crescer um pouco mais”, justificou.
Podemos
O quarto nome que aparece para disputar a Prefeitura é o do médico Filipe Fornari, que encabeça a chapa do Podemos. Filipe já foi candidato a vereador nas últimas eleições e também concorreu para deputado estadual, conquistando 6.671 votos. Fornari afirma que nasceu e cresceu em Araçatuba, cidade que tanto ama, por isso quer ser candidato. "Conheço bem a realidade de Araçatuba e reconheço o potencial que ela tem a ser explorado. Quero ver Araçatuba se desenvolver. Por ser médico acredito que precisamos melhorar o atendimento à saúde e ampliar a assistência social", disse à coluna.
PT indefinido
A disputa pelo Executivo municipal deve ter ainda o ex-prefeito Cido Sério (PRB) e um candidato do PT, que já anunciou que terá chapa própria. Entre os nomes que aparecem para a disputa estão o do ex-ministro da Previdência no governo do PT Carlos Gabas, e os ex-vereadores Durvalina Garcia e Hélio Consolaro, que também foi secretário na gestão de Cido Sério.
Nada de Novo
O Partido Novo, que conseguiu autorização para ter diretório municipal, em Araçatuba, e participar das eleições municipais de 2020, abriu seleção de pré-candidatos ao Executivo pela legenda, porém não deve entrar na disputa. De acordo com Guilherme Penteado Coelho Filho, que faz parte da coordenação da legenda, houve duas inscrições, porém, infelizmente, os postulantes não passaram no processo seletivo.
Extorsão
Em Birigui, o recesso começou tenso. Na segunda-feira passada (16), o vereador Benedito Dafé Gonçalves Filho (PV) protocolou requerimento pedindo a constituição de uma CP (Comissão Processante) para apurar possível crime de improbidade administrativa, cometida por pelo menos dois vereadores, que tentaram extorquir a empresa Vila Brasil para aprovar o projeto de lei que prevê a ampliação do perímetro urbano da cidade.
Adiado
O projeto do Executivo foi encaminhado para votação em duas sessões. Na primeira, José Luis Buchalla (Patriota) pediu adiamento por sete dias, o que foi aprovado pelo plenário. Na segunda, Carla Cristina Bianchi (PSD) pediu vista. A medida revoltou representante da empresa que acompanhava a sessão e acabou falando em alto e bom tom sobre as supostas exigências feitas por parlamentares. Várias pessoas ouviram.
Pegou mal
A possível desistência do empreendimento, que terá investimento de R$ 100 milhões e deverá gerar cerca de 2 mil empregos, não foi bem aceita pela população, que sofre com fechamento de fábricas e desemprego em Birigui. O que não faltaram foram críticas, e para todos os lados. Se não for aceita a CP, a coisa pode ficar pior. Lembrando que 2020 é ano eleitoral.