A abdominoplastia se tornou uma das cirurgias plásticas mais realizadas no Brasil. O procedimento é feito para retirar o excesso de pele na região do abdômen.
O médico Luis Quaresma , da Clínica All Life , preparou esse conteúdo para esclarecer as principais dúvidas acerca desse procedimento.
Normalmente, as pessoas costumam optar pela abdominoplastia em alguns casos específicos:
Estria e flacidez: podem ser amenizadas ou completamente retiradas por meio de remoção cirúrgica da pele abaixo do umbigo;
para quem tem estrias na região do abdômen e flacidez que não foi solucionada com dietas, exercícios físicos ou procedimentos estéticos;
Diástase: consiste na separação entre o músculo reto abdominal. A diástase pode ocorrer na gestação ou em caso de obesidade.
Musculatura fraca: nos casos de pacientes com fraqueza nos músculos na região abdominal, é possível realizar cirurgia para promover a estabilização da parede abdominal.
Pode ser realizado também avaliações complementares de hérnia, de modo que as hérnias são projeções das alças intestinais por meio de orifícios das musculaturas abdominais que enfraqueceram ou até mesmo incisões cirúrgicas com uma cicatrização inadequada.
Independente do caso, o médico destaca que fatores genéticos também influenciam na predisposição ao acúmulo de pele e flacidez na região do abdômen.
Tipos de abdomes
Os métodos e técnicas usados nas cirurgias são variados e são escolhidos de acordo com o tipo de abdome de cada paciente:
Abdome normal ou atípico: ele é plano e não possui alteração do volume abdominal;
Abdome globoso: é arredondado e possui distensão generalizada, com uma quantidade variável de gordura podendo ter ou não flacidez na região;
Abdome em ventre de batráquio: com o paciente em decúbito dorsal, existe um aumento localizado no diâmetro transversal, se comparado com ao diâmetro anteroposterior;
Abdome avental: excesso de pele formado na região da barriga, ficando saliente e aparente, principalmente ao usar algumas roupas;
Abdome pendular: semelhante ao abdômen em avental, é causado pela fraqueza da musculatura do abdome inferior. Ele não está associado à obesidade;
Abdome escavado: trata-se da retração da parede abdominal. Um exemplo claro são pessoas que emagreceram bastante.
Contraindicações
É importante saber sobre todas as contraindicações dessa modalidade de cirurgia, principalmente para não ser pego de surpresa. Separamos algumas para você:
- Gestação: esse tópico é muito importante e deve ser ressaltado para mulheres que desejam engravidar, já que a gestação pode comprometer os resultados;
- Cirurgia prévia: é preciso se atentar em casos de cirurgias prévias na região, precisamente se houver cicatriz transversa no abdômen;
- Colágeno: pacientes com doenças relacionadas a colágeno e condição autoimune que afeta o tecido conjuntivo do corpo não devem se submeter a cirurgia;
- Doenças: pessoas com doenças cardíacas, diabetes ou hipertensão, que não fazem o controle com medicamentos também não devem ser submetidas ao procedimento.
- Fumantes: é recomendado que uma avaliação seja realizada por um cirurgião plástico de confiança. O especialista deve confirmar se o quadro do paciente viabiliza a realização da técnica.
Modalidades do procedimento
Existem variações sobre esse procedimento. Preparamos alguns exemplos:
Abdominoplastia clássica: método tradicional que remove o excesso de pele e corrige a flacidez muscular. É recomenda para pacientes com muita sobra de pele e afastamento significativo dos músculos abdominais;
Abdominoplastia extensa: remove o excesso de pele e corrige a flacidez abdominal, removendo também os excessos que ficam nas laterais, quadris e lombar. Essa cirurgia costuma ser muito procurada após a gestação;
Lipoabdominoplastia: associa abdominoplastia e lipoaspiração e é realizada em pacientes com camada de gordura mais espessa no abdômen. Remove excessos de gordura na barriga, dorso e cintura, remodelando a silhueta.
Miniabdominoplastia: é uma cirurgia menor se comparada ao método clássico. Ela é indicada para pacientes que querem eliminar excesso de pele abaixo do umbigo. Esse procedimento permite uma recuperação mais rápida;
