Conforme levantamento divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 2022, o tabaco mata mais de oito milhões de pessoas por ano no mundo. Ao todo, sete milhões de pessoas morreram pelo uso direto do produto e 1,2 milhão das mortes, são de pessoas expostas ao fumo passivo.
De acordo com a OMS, as toxinas e a nicotina causam a diminuição no calibre dos vasos sanguíneos, o que acaba prejudicando a circulação do sangue no organismo. Em virtude disso, os nutrientes e oxigênio que alcançam o tecido cutâneo ficam reduzidos, o que acaba afetando o pós-operatório.
Dicas para fumantes antes da cirurgia
Conforme alguns estudos, ficar sem fumar quatro semanas antes de realizar uma cirurgia plástica já colabora na redução de riscos e possibilita melhores resultados no pós-operatório.
É indispensável que você mencione na primeira consulta antes de realizar uma cirurgia plástica que é fumante. O ideal é que o uso do cigarro seja interrompido pelo menos um mês antes (quatro semanas) da realização do procedimento. Se não for possível, é necessário reduzir o máximo que der.
O uso do tabaco pode prejudicar de diversas formas no pós-operatório, podendo gerar complicações cardíacas, diminuindo o nível de oxigênio no sangue.
Imunidade baixa e cicatrização
A interferência da nicotina na imunidade baixa e na cicatrização é grande, já que fumar compromete o sistema imunológico do paciente, deixando-o mais vulnerável a infecções, atrasando assim o processo de cicatrização.
Necrose e pulmão
Em uma cirurgia plástica, o especialista desloca graus de tecidos, além da própria pele, o que acaba ocasionando na diminuição da vascularização, podendo ocasionar necrose de intensidade variáveis.
Como já é sabido, o tabaco danifica os pulmões, o que dificulta na circulação de ar, o que será extremamente necessário para um pós-operatório sem grandes riscos e complicações.
Mesmo diante das dicas, é indispensável seguir as recomendações do seu médico, para obter resultados satisfatórios.
