As atividades acadêmicas para os cursos de graduação e técnico da Funepe (Fundação Educacional de Penápolis) retornaram no início desta semana e, para o novo semestre, a Biblioteca da instituição retorna com a temporada de exposições artístitcas. Neste mês, a "Exposição Artesanato e Pintura" , da artista Ana Carolina.
As obras, que também estão disponíveis para venda, apresentam diversas opções de arte. A exposição é parte do projeto Fenepe Cultural , que acontece em parceria com a Coordenadoria de Extensão.
As obras já estão disponíveis para visitação de todo o público, que acontece até 31 de agosto, das 9h às 22h, no prédio da Biblioteca Professor Dr. José Fulaneti de Nadai, situado no Campus I, avenida São José, 400 – Vila São Vicente. A atividade cultural é gratuita e aberta para toda a comunidade.
Artista
Ana Carolina é aluna do 4º ano do curso de Direito da Funepe e conta sua história na arte:
"Cresci vendo pessoas da minha família fazendo algum tipo de arte, sem nunca se considerarem 'artistas' e, até hoje me pergunto: quem dá esse título? É preciso viver só de arte para merecê-lo?
Minha relação com o desenho começou muito cedo, sempre me arrisquei a fazer mesmo sem ser 'perfeita'. Fiz apenas uma aula de pintura em tecido na vida, fora isso, aprendi tentando, errando e recomeçando. Não acho que seja preciso acumular cursos para ser bom em algo, às vezes é só sobre o processo. Na faculdade, a arte virou meu refúgio, uma forma de escapar da realidade e não surtar entre uma prova e outra. Foi nessa fase que pintei um quadro e postei no meu Instagram pessoal. Motivada por amigos, criei uma página só para isso: nascia o 'Alma Solar' .
Comecei pintando ecobags e fui me permitindo experimentar outras superfícies e técnicas: decoupagem, telas, cerâmica, taças. Gosto de testar coisas novas porque a vida também é feita de várias versões, hoje de um jeito, amanhã de outro. Minha arte reflete isso.
Um marco nessa trajetória foi reproduzir um quadro de Van Gogh, uma paixão antiga que travei por quase dois anos, achando que não seria capaz. Um dia parei de pensar demais e pintei…terminei em uma tarde só. O quadro que me travou por tanto tempo virou um dos que mais recebi elogios. Às vezes o único obstáculo está na nossa cabeça.
Tive a honra de fazer parcerias que me ajudaram a trilhar esse caminho. Com a Casa Arcaica, participei do 'Café e Arte', projeto idealizado pela Bia Bastos, artista de mão cheia, que me convidou para a primeira edição. O público foi gostando e seguimos com a ideia. A Bia foi parte importante dessa jornada: foi ela quem me deu espaço para apresentar meus artesanatos, e isso me ajudou a me posicionar, e a me enxergar como artista.
Depois disso, fui convidada pelo Pé de Ciranda a ministrar uma oficina de pintura em embornal no Flipen (Festival Literário de Penápolis), em comemoração à semana da Cora Coralina. Essa exposição é um pedaço dessa jornada: da menina que desenhava sem saber que aquilo tinha valor, até a artista que hoje ainda duvida um pouco do próprio título, mas que segue fazendo, porque é isso que importa".
