UniToledo Wyden

Clínica Escola do Unitoledo Wyden atende filhotes de gambá resgatados e amplia formação prática dos estudantes

Sete animais receberam atendimento emergencial antes do encaminhamento a Fernandópolis; atividade aproxima alunos de Medicina Veterinária do manejo de fauna silvestre

Unitoledo Wyden
19/10/26 às 15h45
Animais foram entregues por moradores à Polícia Militar Ambiental (Foto: Divulgação)

A Clínica Escola de Medicina Veterinária do Unitoledo Wyden de Araçatuba (SP) recebeu sete filhotes de gambá-de-orelha-branca para atendimento emergencial. Após os primeiros cuidados e a estabilização, os animais foram encaminhados a Fernandópolis, onde seguem em recuperação para futura reintrodução à natureza.

Os animais, da espécie Didelphis albiventris, também conhecida como gambá-de-orelha-branca ou saruê, foram entregues à Polícia Militar Ambiental por moradores. Na Clínica Escola, receberam suporte para evitar principalmente quadros de hipoglicemia e hipotermia, condições que podem comprometer rapidamente a sobrevivência de filhotes. Entre os cuidados realizados estiveram a administração de glicose e o aquecimento dos animais.

O atendimento contou com a participação de alunos em estágio avançado do curso de Medicina Veterinária, sempre acompanhados por professores e profissionais responsáveis. Para a coordenadora do curso, Talita Bragança, esse contato com situações reais amplia a formação dos estudantes e permite que eles compreendam, na prática, as particularidades do atendimento a animais silvestres.

“É uma experiência que vai além do procedimento técnico. O aluno acompanha uma situação real, entende a importância de uma intervenção rápida e adequada e percebe como o trabalho do médico-veterinário se conecta à preservação da fauna, à atuação dos órgãos ambientais e às demandas da sociedade” , afirma Talita.

A estrutura da Clínica Escola também teve papel importante no atendimento. Embora a unidade não seja destinada à internação prolongada de animais silvestres, dispõe de espaço, equipamentos e suporte profissional para a realização de procedimentos iniciais de estabilização, permitindo que os animais sigam o transporte em melhores condições.

Coordenadora do curso, Talita Bragança (Foto: Divulgação)

Suporte

Segundo Talita, esse tipo de suporte pode fazer diferença principalmente em deslocamentos mais longos. “Muitas vezes, entre o resgate, a documentação e a chegada ao local de destino, passam-se algumas horas. Para um filhote debilitado, esse período pode ser determinante. Ter uma estrutura intermediária capaz de oferecer atendimento emergencial aumenta as chances de sobrevivência e permite um transporte mais seguro” , explica.

A atividade também aproxima os estudantes de uma área da Medicina Veterinária que exige conhecimento específico e trabalho integrado. Por questões de segurança, o manejo direto é realizado por alunos em fases mais avançadas da graduação, sempre sob supervisão de um professor ou do responsável técnico da Clínica Escola.

Para o professor José Carlos Soares Júnior, do curso de Medicina Veterinária do Unitoledo Wyden, experiências como essa são importantes porque colocam o estudante diante de situações que exigem não apenas conhecimento técnico, mas também capacidade de avaliação e tomada de decisão.

“O atendimento de um animal silvestre tem particularidades que precisam ser respeitadas. O aluno aprende a observar as condições clínicas, identificar os riscos mais imediatos e compreender quais medidas podem ser adotadas naquele momento para estabilizar o animal até que ele seja encaminhado ao local adequado. Essa vivência contribui muito para a formação de um profissional mais preparado para diferentes situações da rotina veterinária” , destaca.

“Por ser uma clínica-escola, o atendimento também tem uma função pedagógica muito importante. O estudante aprende a tomar decisões com base na condição do animal, conhece protocolos de manejo e entende que nenhum atendimento desse tipo é realizado de forma isolada. Existe uma rede que envolve médicos-veterinários, Polícia Ambiental, instituições de ensino e outros profissionais” , acrescenta a coordenadora.

Cuidados

Em Fernandópolis, os sete filhotes continuam recebendo os cuidados necessários até atingirem condições adequadas para retornar à natureza. A expectativa é que, ao alcançarem o desenvolvimento e o peso necessários, sejam soltos em área de mata.

A iniciativa é resultado da parceria entre instituições de ensino e não envolve cobrança pelo atendimento. O objetivo é contribuir para a preservação da biodiversidade, apoiar o trabalho realizado no resgate de fauna e, ao mesmo tempo, proporcionar aos estudantes uma formação prática ligada a situações que poderão fazer parte da atuação profissional.

Esta foi a primeira participação da Clínica Escola do Unitoledo Wyden nesse tipo de ação. A proposta é que a unidade possa se tornar um ponto de apoio para novos atendimentos emergenciais de animais silvestres na região, oferecendo suporte inicial antes do encaminhamento a centros preparados para acompanhamento prolongado e reabilitação.

Orientação à população

Ao encontrar um animal silvestre ferido, debilitado ou em situação de risco, a recomendação é não tentar capturá-lo ou manipulá-lo. O ideal é manter distância, evitar a aproximação de outras pessoas e animais domésticos e acionar órgãos responsáveis, como a Polícia Ambiental ou o Corpo de Bombeiros.

O encaminhamento correto e o atendimento especializado reduzem os riscos tanto para o animal quanto para quem o encontrou.

O UniToledo integra a Wyden, rede nacional com dez instituições de ensino superior e com presença nas regiões norte, nordeste e sudeste do País. Com mais de 50 mil alunos, a rede oferece cursos de graduação e pós-graduação nas modalidades presencial, semipresencial e a distância, incluindo áreas de gestão e negócios, engenharias e ciências da informação, artes, ciências, saúde, mídia e tecnologia.

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