O balanço econômico de 2023 mostra que o ano foi marcado pela recuperação dos bancos. Mas não foi apenas esse setor que sentiu melhora, educação e construção foram outros setores que cresceram.
Segundo levantamentos e pesquisas da InfoMoney com especialistas, o crescimento de carteiras de crédito realizado após a pandemia da covid-19 (em 2022), foi parte do motivo do avanço do setor financeiro.
Ainda conforme os especialistas, os bancos tiveram maior cautela em reposta ao número auto de inadimplência e se beneficiaram de melhores spreads (preço de compra e venda) e a Selic média ao longo do ano, gerando maior rentabilidade ao setor.
Educação
O setor de educação também obteve destaque com uma boa performance no terceiro trimestre, mantendo a tendência para 2023.
A alta demanda pelo ensino tem mostrado bons resultado operacionais, tanto com o crescimento de matriculados presencialmente quanto com a competição do EAD (ensino a distância).
Economia em geral
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a economia brasileira cresceu 0,9% no segundo trimestre deste ano em comparação com os primeiros três meses do ano. O PIB (Produto Interno Bruto) somou R$ 2,651 trilhões.
Agropecuária
Dos três grandes setores da economia, a agropecuária foi a única do setor a ter queda, sendo um recuo de -0,9% no trimestre. A retração se deve, principalmente, à base de comparação elevada, já que o setor tinha sido o grande motor do PIB nos três primeiros meses do ano.
Expectativa 2024
Um novo ano, novas expectativas. Para 2024, a previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira subiu para 1,59%. A estimativa está no boletim Focus divulgado no dia 8 de janeiro. O boletim é uma pesquisa divulgada semanalmente pelo BC (Banco Central) com a projeção para os principais indicadores econômicos.
Segundo o Focus, a previsão do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) - considerando a inflação, para 2024, se manteve em 3,9%. Já para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 em 9% ao ano. A primeira reunião do Copom neste ano ocorre em 30 e 31 de janeiro e os analistas esperam que a Selic seja reduzida a 11,25%.
