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Especialistas alertam para a importância da prevenção da dengue antes da chegada das chuvas

Com a proximidade do verão, é preciso reforçar cuidados simples que evitam o aumento dos casos da doença

Unitoledo Wyden
07/11/25 às 15h55
O professor de Agronomia do Unitoledo Wyden, Zeca Pansonato (Foto: Divulgação)

Com a chegada de novembro e a proximidade do período de chuvas, aumenta o alerta para o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Especialistas ressaltam que este é o momento de reforçar as ações de prevenção e conscientização. Cuidados simples, como eliminar água acumulada em vasos de plantas, garrafas, calhas e recipientes jogados em quintais, são suficientes para impedir a formação de criadouros e evitar novos casos da doença.

A médica infectologista e docente do IDOMED, Silvia Fonseca, reforça que a atenção deve ser redobrada, especialmente com o aumento das temperaturas e das chuvas típicas do verão. “Existem quatro tipos do vírus da dengue, e todos podem causar doenças que variam de leves até muito graves, que necessitam de internação hospitalar. O tipo 2 costuma causar mais casos graves, mas qualquer um dos tipos pode levar a sérias complicações. Os sintomas são os mesmos para qualquer um deles, dor de cabeça, febre, dor nas articulações, vômitos e diarreia ”, explica.

Silvia lembra que uma pessoa pode contrair a doença mais de uma vez ao longo da vida. “Quando a infecção acontece por um tipo diferente do anterior, há maior risco de evolução para formas graves. Por isso, é essencial redobrar os cuidados e ficar atento aos sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos e tontura, que indicam necessidade de atendimento médico imediato” , acrescenta.

Vacinação

A infectologista também destaca a importância da vacinação, que está disponível na rede pública. O Dia D de Vacinação contra a dengue e o HPV será realizado neste sábado (8), e está destinado a quem ainda não recebeu as doses.

A vacina contra a dengue é indicada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, enquanto o imunizante contra o HPV será aplicado em jovens de 15 a 19 anos. A Secretaria da Saúde alerta que, com a previsão de aumento na circulação do mosquito transmissor da dengue, a vacinação torna-se fundamental para prevenir casos graves da doença e evitar internações.

Atualmente, a cobertura da primeira dose da vacina contra a dengue em Ribeirão Preto atinge 77,3%, enquanto a segunda dose está em 31,3%. Desde o início do ano, o município já registrou 21.470 casos confirmados da doença. Para a proteção completa, ambas as doses são necessárias.

Além da prevenção à dengue, o município também destaca a importância da imunização contra o HPV, vírus ligado ao surgimento de diversos tipos de câncer, incluindo de colo do útero, garganta e pênis. Embora esteja incluída no calendário nacional de vacinação, a adesão ainda é considerada baixa em algumas faixas etárias. Em Ribeirão Preto, a cobertura vacinal contra o HPV é de 73,8% entre meninas e 61,4% entre meninos.

Chuvas

O professor de Agronomia do Unitoledo Wyden, Zeca Pansonato, explica que o período chuvoso favorece a multiplicação do mosquito Aedes aegypti, especialmente em ambientes onde há acúmulo de água limpa. “Com o calor e a umidade, qualquer pequeno recipiente pode se transformar em um criadouro. Por isso, é importante que a população mantenha quintais, calhas e áreas externas sempre limpas e sem objetos que retenham água” , orienta.

O especialista destaca que o combate à dengue também envolve o cuidado com o meio ambiente e o manejo adequado dos espaços urbanos e rurais. “A prevenção é um ato coletivo. O descarte correto do lixo, o reaproveitamento de materiais e a manutenção da drenagem do solo são ações que ajudam a evitar não só a dengue, mas outros problemas relacionados à saúde e ao saneamento” , reforça Pansonato.

De acordo com o professor, mais do que eliminar focos do mosquito, é necessário adotar uma rotina de vigilância permanente. “As ações de prevenção precisam ser incorporadas ao dia a dia. Pequenas atitudes, quando realizadas de forma contínua, fazem toda a diferença na redução dos casos e na proteção da comunidade” , conclui.

O UniToledo integra a Wyden, rede nacional com dez instituições de ensino superior e com presença nas regiões norte, nordeste e sudeste do País. Com mais de 50 mil alunos, a rede oferece cursos de graduação e pós-graduação nas modalidades presencial, semipresencial e a distância, incluindo áreas de gestão e negócios, engenharias e ciências da informação, artes, ciências, saúde, mídia e tecnologia.

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