Dr Fábio Pascutti - Cirurgia Plástica

Lipoaspiração: um pouco sobre passado e futuro

Segundo American Society of Plastic Surgeons, a lipo é a cirurgia mais realizada atualmente 

Dr. Fábio Pascutti*
31/01/24 às 17h35
(Foto: Freepik/Banco de Imagem)

A lipoaspiração é a cirurgia estética mais realizada dentre todas as outras, segundo aponta a maior organização de Cirurgia Plástica do mundo, a ASAPS (American Society of Plastic Surgeons). Apenas os membros da entidade contabilizaram a soma de 325.669 lipoaspirações no ano de 2022. O segundo lugar ficou com a mamoplastia de aumento: foram 298.568.

Os primeiros registros dessa cirurgia são dos anos de 1920. Curetas uterinas (equipamento ginecológico) foram adaptadas para a remoção de gordura e os resultados não se mostravam muito favoráveis. Foram algumas décadas de evolução até chegarmos à técnica base que norteia os cirurgiões hoje. 

Nos anos de 1970, os instrumentais cirúrgicos e a metodologia de remoção da gordura passaram por uma revolução que trouxe resultados melhores e sobretudo mais segurança ao paciente. 

A cirurgia

Por ser uma cirurgia muito realizada, é natural que sobre ela recaia uma quantidade muito grande de estudos. A evolução é natural e inevitável.

Há poucos anos, a base da técnica era exclusivamente o tratamento do excesso da gordura. Isso já não funciona mais. Além do excesso de gordura, é necessário avaliar o contorno corporal, a qualidade e relevo da gordura, a capacidade de retração da pele, o tônus e padrão do desenho muscular. Inúmeros aspectos exclusivos de cada paciente são levados em consideração para traçar o melhor planejamento cirúrgico, sendo os principais: 

  • Volume do bumbum: ao mesmo tempo que retiro o volume de gordura do abdome ou do culote, posso utilizá-la para preencher o bumbum ou outra região. A gordura é um tecido nobre e não deve ser descartada sem critério. Esse remodelamento dá-se o nome de lipoescultura. Dessa forma, é possível alcançar resultados de contorno corporal mais harmônicos;
  • Pele flácida: nesse aspecto, a pele flácida demonstra pouca capacidade de retração, podemos então associar tecnologias (laser, jato de plasma, entre outras) que estimulam a produção de colágeno e ajudam a deixar a pele mais colada ao corpo;
  • As incisões estão cada vez menores e mais escondidas. Isso evita cicatrizes em lugares muito expostos e que deixam evidente pra todos que a lipoaspiração passou por ali.

Hoje entende-se que a gordura em excesso é apenas uma etapa de tantas outras dessa cirurgia complexa cercada de detalhes. Veja que, em pouco mais de 100 anos, a cureta uterina adaptada foi aposentada pelos cirurgiões plásticos e, hoje, dá lugar a aparelhos modernos e a técnicas específicas que não param de evoluir. 

Esse progresso guarda consigo objetivos muito claros: segurança e naturalidade. Procure um médico e certifique-se das suas qualificações para realizar a sua cirurgia.

(Foto: Divulgação)

Dr. Fábio Pascutti

  • Cirurgião Plástico pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. 


  • Membro associado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.


  • Aperfeiçoamento em lipoaspiração HD pelo Sculping Academy


*Conteúdo de responsabilidade do anunciante 

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Cirurgião plástico formado em um das mais conceituadas universidades de medicina do país, a EPM (Escola Paulista de Medicina) da Universidade Federal de São Paulo.

Preceptor do serviço de residência médica da EPM e já a tuou como especialista nos hospitais mais renomados de São Paulo, lidando diariamente com cirurgia plástica estética e reparadora.

"Retorno a Araçatuba com sentimento de dever cumprido, contudo sem abrir mão do estudo perseverante - propósito que me acompanhou até aqui - para oferecer o que há de mais moderno e seguro aos pacientes".

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