A lipoaspiração é a cirurgia estética mais realizada dentre todas as outras, segundo aponta a maior organização de Cirurgia Plástica do mundo, a ASAPS (American Society of Plastic Surgeons). Apenas os membros da entidade contabilizaram a soma de 325.669 lipoaspirações no ano de 2022. O segundo lugar ficou com a mamoplastia de aumento: foram 298.568.
Os primeiros registros dessa cirurgia são dos anos de 1920. Curetas uterinas (equipamento ginecológico) foram adaptadas para a remoção de gordura e os resultados não se mostravam muito favoráveis. Foram algumas décadas de evolução até chegarmos à técnica base que norteia os cirurgiões hoje.
Nos anos de 1970, os instrumentais cirúrgicos e a metodologia de remoção da gordura passaram por uma revolução que trouxe resultados melhores e sobretudo mais segurança ao paciente.
A cirurgia
Por ser uma cirurgia muito realizada, é natural que sobre ela recaia uma quantidade muito grande de estudos. A evolução é natural e inevitável.
Há poucos anos, a base da técnica era exclusivamente o tratamento do excesso da gordura. Isso já não funciona mais. Além do excesso de gordura, é necessário avaliar o contorno corporal, a qualidade e relevo da gordura, a capacidade de retração da pele, o tônus e padrão do desenho muscular. Inúmeros aspectos exclusivos de cada paciente são levados em consideração para traçar o melhor planejamento cirúrgico, sendo os principais:
- Volume do bumbum: ao mesmo tempo que retiro o volume de gordura do abdome ou do culote, posso utilizá-la para preencher o bumbum ou outra região. A gordura é um tecido nobre e não deve ser descartada sem critério. Esse remodelamento dá-se o nome de lipoescultura. Dessa forma, é possível alcançar resultados de contorno corporal mais harmônicos;
- Pele flácida: nesse aspecto, a pele flácida demonstra pouca capacidade de retração, podemos então associar tecnologias (laser, jato de plasma, entre outras) que estimulam a produção de colágeno e ajudam a deixar a pele mais colada ao corpo;
- As incisões estão cada vez menores e mais escondidas. Isso evita cicatrizes em lugares muito expostos e que deixam evidente pra todos que a lipoaspiração passou por ali.
Hoje entende-se que a gordura em excesso é apenas uma etapa de tantas outras dessa cirurgia complexa cercada de detalhes. Veja que, em pouco mais de 100 anos, a cureta uterina adaptada foi aposentada pelos cirurgiões plásticos e, hoje, dá lugar a aparelhos modernos e a técnicas específicas que não param de evoluir.
Esse progresso guarda consigo objetivos muito claros: segurança e naturalidade. Procure um médico e certifique-se das suas qualificações para realizar a sua cirurgia.
