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Os sinais do ciclo menstrual

Conhecer as nuances da secreção vaginal é útil para mulheres que buscam autoconhecimento ou que estão tentando engravidar

Bianca Renó
22/03/18 às 06h30

Toda mulher saudável consegue perceber diariamente, em seus momentos de higiene íntima, uma secreção sem cheiro, que fica na calcinha após um dia inteiro de atividades, que aparece sem que haja qualquer dor, coceira, ardência ou outro sintoma indicativo de doença ginecológica.

Por questões de desconhecimento do próprio corpo e alguns tabus que cercam este tema, muitas mulheres procuram um médico ou até se automedicam, pensando ser algum desequilíbrio causado por candidíase, algum fungo ou bactéria, quando na verdade, isso não é sintoma de nada, e sim a secreção vaginal natural que todas as mulheres têm.

“A vagina é cercada de glândulas. Assim como as glândulas salivares e sudoríparas, as glândulas da vagina produzem secreções responsáveis pela limpeza, lubrificação e renovação celular. Além disso, no colo do útero (que é uma mucosa), é produzido o muco cervical, também responsáveis por manter a região íntima saudável. Ambas as secreções são absolutamente normais, e mudam de aspecto dependendo da fase do ciclo menstrual”, explica o ginecologista e obstetra Enéias Cano  (CRM 4695, RQE 3216), responsável técnico pela Gestare Vita de Três Lagoas.

E como esse processo é constante e essa secreção precisa sair, toda mulher pode acompanhar suas mudanças - seja na calcinha, ou no papel higiênico, ou até mesmo com um autoexame que pode ser feito durante o banho. Diferente do corrimento, que é o nome dado para as secreções provenientes de alguma infecção ou desequilíbrio, a secreção vaginal é muito útil para mulheres que querem evitar uma gravidez indesejada ou que estão tentando engravidar, pois ela informa o momento da ovulação e do período fértil.

“Conhecer seu ciclo e as diferenças dessa secreção em cada fase pode, inclusive, ajudar uma mulher tentante a descobrir mais rapidamente uma infertilidade, pois se ela percebe seu período fértil corretamente, tem relações sexuais com o parceiro na data correta, e mesmo assim não consegue engravidar após alguns meses, ela pode procurar o ginecologista para iniciar uma investigação a respeito disso com mais informações”, comenta o médico.

Tipos de muco cervical (para sentir a consistência do seu muco, coloque-o entre o polegar e o indicador, esfregue levemente os dedos e afaste-os, percebendo a elasticidade, textura e cor da sua secreção vaginal):

1. Pegajoso: ele aparece depois que a menstruação termina, e é grosso, pegajoso e com alguns grumos, parecendo um leite talhado. Pode ser branca ou amarelada, é ácida, espermicida e indica que a mulher não está no período fértil.

2. Aguado: a próxima fase, já perto da ovulação, é um muco um pouco mais líquido, menos opaco e com pouca elasticidade, e já pode ser considerado um período fértil.

3. Clara de Ovo: indicador do período mais fértil, é gelatinoso, transparente e bem elástico - parecido com uma clara de ovo.

4. Cremoso: após a ovulação, o muco vai ficando mais cremoso, parecendo um hidratante, com consistência lisa e sem elasticidade. Este período também não é fértil.

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Conheça o trabalho da Gestare Vita de Três Lagoas no site: www.gestarevita.com.br

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DR. ENEIAS CANO 

(CRM 4695, RQE 3216)

Graduado em medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS. Residência médica em ginecologia e obstetrícia (AAMI-Campo Grande-MS). Pós-graduação em videolaparoscopia ginecológica pelo Instituto Fernandes Figueira-Rio. Pós-graduação em infertilidade pelo instituto Gera - São Paulo. 

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