Apesar da redução significativa no número de queimadas no Cerrado e no Pantanal em relação a 2024, Mato Grosso do Sul enfrenta novos focos de incêndio nas últimas semanas devido às condições climáticas extremas.
A avaliação é do meteorologista Vinicius Sperling, do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS).
Entre 1º de janeiro e 15 de setembro, o Estado já registrou:
- 39.620 hectares queimados no Cerrado
- 30.198 hectares no Pantanal
No comparativo com o relatório anterior, de 3 de setembro, houve aumento de 3.150 hectares no Cerrado e 8.134 hectares no Pantanal em apenas 12 dias.
Mesmo assim, os números ainda são bem menores que em 2024:
No Pantanal, a área queimada caiu 98%, passando de 1,54 milhão de hectares no ano passado para pouco mais de 30 mil hectares neste ano.
No Cerrado, a redução foi de 79,6%, caindo de 194,3 mil hectares em 2024 para 39,6 mil hectares em 2025.
Clima extremo favorece incêndios
Segundo Sperling, os principais fatores que contribuem para o aumento recente são as temperaturas acima de 40 °C, a umidade relativa entre 10% e 15% e a falta de chuvas regulares. “Tudo isso torna o ambiente propício para a ocorrência de incêndios florestais”, explicou.
Ele ressalta, no entanto, que a diferença em relação ao ano passado se deve às chuvas mais abundantes em abril, ao inverno mais frio e à ausência de ondas de calor prolongadas, que ajudaram a frear a propagação do fogo.
