O artesanato de Mato Grosso do Sul vem conquistando cada vez mais espaço no cenário cultural e econômico, transformando saberes tradicionais em oportunidades de renda, inclusão social e fortalecimento da identidade regional. Com originalidade e forte ligação com a diversidade étnica do Estado, a produção artesanal se consolida como um dos pilares do mercado criativo.
Atualmente, são mais de 8 mil artesãos cadastrados oficialmente, atuando em tipologias como cerâmica, madeira, fibras, pintura, tecelagem e escultura. Destes, cerca de 4 mil fornecem peças diretamente para a Casa do Artesão de Campo Grandel.
Histórias que inspiram
Entre os nomes de destaque está a mestra ceramista Jane Clara Arguello, de Corumbá, que desde 1991 une arte, memória e sustentabilidade em suas criações. Suas peças, que retratam mulheres indígenas, negras e japonesas, integram materiais recicláveis e naturais, consolidando sua trajetória como referência estadual.
Outra trajetória marcante é a da mestra tecelã Josefa Marques Mazarão, de Caarapó. Em 2002, fundou a Associação Vale da Esperança, levando o conhecimento do tear e do tingimento natural para outras mulheres da região. Suas peças já circularam em feiras por todo o Brasil e conquistaram reconhecimento nacional.
Na Aldeia Cachoeirinha, em Miranda, o legado da cerâmica Terena é mantido pela artesã Rosenir Batista, que há mais de 49 anos transforma argila em esculturas e utensílios que hoje alcançam vitrines nacionais, como as da Tok&Stok. Homenageada com a Medalha Conceição dos Bugres, Rosenir repassa os ensinamentos às novas gerações.
