Cultura

BBB 22: Por que o programa da Globo chama tanto a nossa atenção?

Até quem jura que não assiste a atração está sempre dando uma “espiadinha”

Hojemais Três Lagoas - Daniela Galli
20/01/22 às 09h42
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A edição de 2022 do Big Brother Brasil já começou e toda a web está de olho, assim como muitas pessoas que não perdem um único episódio da atração. Até aqueles que criticam a programação da TV aberta sempre dá um jeito de dar uma “espiadinha. É quase impossível, nesta época do ano, permanecer “imune” ao início do BBB. Desde o começo de 2022, as redes sociais foram inundadas de propagandas do programa. A especulação de quem entraria ou não também arrebanhou o interesse de bastante gente. 

Depois de 20 anos e com 21 edições, pode-se dizer que a atração atingiu definitivamente a maioridade. O BBB 21 não ganhou o apelido de “big dos bigs” a toa. De acordo com uma publicação da revista Quem, o programa alcançou quase 40 milhões de pessoas, com média de 27 pontos de audiência, nível superior às últimas sete edições. 

O grande recorde foi registrado no dia 23 de fevereiro, na noite em que Karol Konká foi eliminada: 36 pontos de acordo com o Painel Nacional de Televisão. Esta foi a maior audiência registrada desde março de 2015. 

Mas por que será que o BBB chama tanto a atenção das pessoas assim? Segundo a psicóloga Letícia Queiroz, isso não acontece por acaso e não é somente pelo entretenimento que ligamos a televisão. “Muitas pessoas acabam se identificando com as histórias de vida dos participantes, suas dores, vivências, relatos e às vezes espelham algumas atitudes nossas ou mesmo se lembre de algum membro da família. Com isso projetamos conteúdos internos”.

Ela garante ainda que a pandemia também influenciou muito no comportamento de “consumo” dos telespectadores. “As pessoas estão mais fragilizadas e constantemente o entretenimento faz com que elas ‘fujam’ da realidade, mesmo que de forma momentânea”. Outro fator que contribui para que a audiência aumente ainda mais é o fato de que, além da empatia e da identificação com os participantes, é que estamos sempre de olho no que o outro faz. “Por vezes é mais fácil olhar o comportamento alheio do que aquilo que precisa ser modificado em nós mesmos”, explica Letícia.



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