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Consciência Negra: cultura, debate e expressão fortalecem reflexão sobre identidade negra

No IFMS a programação reuniu hip-hop, maracatu, capoeira e debates sobre feminismo negro para fortalecer a valorização da cultura afro-brasileira entre estudantes.

Andressa de Paula - Hojemais Três Lagoas
20/11/25 às 11h56
Imagem: Gerson Henrique/Hojemais Três Lagoas

O mês da Consciência Negra reuniu estudantes em uma programação voltada à reflexão sobre identidade, cultura e ancestralidade. As atividades incluíram oficinas, apresentações culturais e debates sobre temas essenciais para o fortalecimento da consciência racial.

Entre os destaques esteve a oficina sobre o movimento hip-hop, conduzida pelo professor Vitor Matheus, que ressaltou a importância da cultura periférica como ferramenta de diálogo com os estudantes.

“As vezes o movimento negro, ele acaba tendo alguns problemas em se conectar com a sociedade e o movimento do hip-hop é uma ferramenta que ajuda ele a se conectar com as pessoas que não têm acesso. [...] Ele é uma porta de entrada para um debate político, um debate social", destacou o professor.

A programação também contou com apresentações de Maracatu, capoeira e uma oficinas sobre temas relacionados com o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. Gislaine Matos, coordenadora do NEABI (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas), do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul), ressalta:

“É uma forma de trazer cultura que eles não estão acostumados a ver no dia a dia, culturas essas que estão relacionadas com o movimento negro. [...] É muito importante aproximar o pessoal, os estudantes e também os servidores da cultura negra”.

A estudante Mirela, que atua também como integrante do NEABI, ministrou uma oficina intitulada "Feminismo Negro", além disso ela abordou também temas como machismo, racismo e identidade: “O Feminismo Negro foi uma oficina ministrada por mim na Consciência Negra, e foi um projeto de mais de dois anos que eu trago também não como só oficina, mas como um projeto tanto para mim, como uma mulher negra, mas também para os estudantes negros do IFMS.”

Com vivências que uniram arte, debate e conhecimento, a programação reforçou que a data vai além do calendário. O mês de novembro, referenciado como o Mês da Consciência Negra, se transforma em um chamado permanente para reconhecer e valorizar a cultura negra como parte essencial da sociedade brasileira.

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