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Histórias de superação dão voz a mulheres em Três Lagoas

Projeto “A Nossa História da um livro” transforma relatos de violência doméstica em ferramenta de combate e conscientização.

Andressa de Paula - Hojemais Três Lagoas
22/08/25 às 14h45
Foto: Hojemais Três Lagoas

Na manhã desta sexta-feira (22), a Biblioteca Municipal de Três Lagoas recebeu o lançamento do projeto “Nossa História da Um Livro” , que integra o programa Dialogando Igualdades. A iniciativa, promovida pela Prefeitura em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, reúne relatos de mulheres que viveram a violência doméstica, mas encontraram força para romper o ciclo e recomeçar.

A solenidade marcou a apresentação de uma coletânea de histórias reunidas em formato digital, disponível em PDF , e que em breve também terá versão impressa. O objetivo é dar visibilidade a experiências reais de superação, incentivando outras mulheres a buscar apoio e denunciando as raízes de um problema estrutural.

A vereadora Evalda Reis, representante da Procuradoria da Mulher, ressaltou a importância da ação. Para ela, o evento representa a efetividade das políticas públicas no enfrentamento à violência: “Quanto mais nós temos envolvimento com as políticas públicas, lutando pela garantia e a eficácia, com certeza logo vamos sair desse ciclo”.

O prefeito Cassiano Maia destacou que a iniciativa traz não apenas o registro da dor, mas também a mensagem de esperança, revelando que a parceria com o Judiciário permitirá a criação de programas voltados à ressocialização de homens agressores.

Foto: Hojemais Três Lagoas
Foto: Hojemais Três Lagoas
Foto: Hojemais Três Lagoas
Foto: Hojemais Três Lagoas

A coordenadora do CRAM, Alessandra, lembrou que o maior obstáculo ainda é a cultura machista, que alimenta o ciclo da violência, mas afirmou que o fortalecimento das mulheres tem garantido conquistas importantes.

A primeira-dama Kelly Aboniz, que representou uma das personagens no evento, disse ter se emocionado profundamente. “Olha, foi muito emocionante. Eu acho que isso tem que nos fortalecer como poder público e ajudar cada vez mais essas mulheres. Isso mexeu muito comigo” , declarou. Já a juíza Mariana Rezende explicou que o projeto busca também promover a reflexão entre os autores da violência, prevenindo reincidências e ampliando a rede de proteção.

Mais do que um livro, a ação simboliza resistência e solidariedade, reafirmando o compromisso da cidade em dar voz às mulheres e transformar histórias de dor em exemplos de coragem.

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