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Morre no Rio de Janeiro o cartunista Jaguar, aos 93 anos

Fundador de "O Pasquim", Jaguar foi um dos nomes mais marcantes do humor gráfico brasileiro.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
25/08/25 às 14h50
Foto: Reprodução

O cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, conhecido nacionalmente como Jaguar, morreu neste domingo (24), aos 93 anos, no Rio de Janeiro (RJ). Ele estava internado no Hospital Copa D’Or, onde tratava uma infecção respiratória que evoluiu para complicações renais. Nos últimos dias, estava sob cuidados paliativos.

Trajetória no humor gráfico

Jaguar iniciou sua carreira em 1952, quando ainda trabalhava no Banco do Brasil e conseguiu publicar seu primeiro desenho na coluna de humor Penúltima Hora , do jornal Última Hora , no Rio de Janeiro. Pouco tempo depois, passou a ter charges publicadas na revista Manchete . O pseudônimo que adotou ao longo da carreira foi sugerido pelo cartunista Borjalo.

Ao longo das décadas seguintes, Jaguar consolidou-se como um dos principais nomes do humor gráfico brasileiro. Durante a ditadura militar, criou personagens marcantes, como o ratinho Sig, mascote de O Pasquim , jornal satírico do qual foi um dos fundadores e que se tornou símbolo de resistência cultural e política.

Relevância cultural

A irreverência e a postura crítica marcaram sua trajetória. O cartunista chegou a ser preso e processado em razão de suas publicações no período autoritário, mas seguiu atuando como uma das vozes mais reconhecidas do humor contestador no Brasil.

Sua contribuição ultrapassa as charges: Jaguar participou ativamente da formação de uma geração de humoristas e artistas que transformaram o cartum em instrumento de reflexão social, crítica política e renovação cultural.

Legado para o humor brasileiro

Com a morte de Jaguar, o Brasil perde um dos últimos representantes da geração que revolucionou o humor gráfico e jornalístico nos anos 1960 e 1970. Sua obra segue como referência para chargistas e cartunistas contemporâneos, que veem em seu traço uma combinação de irreverência, crítica e liberdade criativa.

O falecimento do cartunista aos 93 anos encerra uma trajetória de mais de sete décadas dedicadas à arte e ao humor, deixando um legado inestimável para a cultura nacional.

 

Com informações de Agência Brasil.

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