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Renato Aragão completa 91 anos e celebra uma trajetória que marcou gerações

Dono de um humor que atravessou décadas, ele entrou para a história ao criar personagens que conquistaram crianças, jovens e adultos.

Edgard Júnior - Da redação
13/01/26 às 08h34
Foto: Globo/Fábio Rocha

Renato Aragão chegou aos 91 anos como um dos nomes mais emblemáticos da cultura popular brasileira.

Dono de um humor que atravessou décadas, ele entrou para a história ao criar personagens que conquistaram crianças, jovens e adultos — com destaque absoluto para o inesquecível "Didi Mocó" , figura central de um fenômeno televisivo que marcou época.

Nascido no Ceará, Renato construiu sua carreira com disciplina, inteligência cênica e um humor acessível, que dialogava com o cotidiano do brasileiro comum. Seu talento o levou do rádio e do cinema à televisão, onde alcançou projeção nacional e se consolidou como um dos artistas mais populares do país.

Ao longo dos anos, participou de dezenas de filmes, programas e especiais que se tornaram clássicos, sempre apostando em um humor físico, ingênuo e ao mesmo tempo crítico, capaz de arrancar risadas sem recorrer à agressividade. Essa fórmula ajudou a manter sua relevância por gerações e a criar uma conexão afetiva profunda com o público.

Além do sucesso artístico, Renato Aragão também ficou conhecido por seu envolvimento em ações sociais e projetos voltados à infância, reforçando uma imagem pública associada à leveza, empatia e responsabilidade social.

 

Ao completar 91 anos, o artista não celebra apenas uma data, mas uma trajetória que ajudou a formar o imaginário de milhões de brasileiros. Seu legado permanece vivo na memória afetiva do público e na história do entretenimento nacional.

Filmografia - em ordem de lançamento

Década de 1960

1965 – Na Onda do Iê-Iê-Iê; 1967 – Adorável Trapalhão

Década de 1970

1970 – Um Didi em Cada Canto; 1971 – Simbad, o Marujo Trapalhão; 1972 – Aladim e a Lâmpada Maravilhosa; 1974 – Robin Hood, o Trapalhão da Floresta; 1976 – Os Trapalhões nas Minas do Rei Salomão; 1977 – O Trapalhão na Ilha do Tesouro; 1978 – Os Trapalhões na Serra Pelada

Década de 1980 (auge de público)

1980 – Os Saltimbancos Trapalhões; 1981 – O Cangaceiro Trapalhão; 1982 – Os Trapalhões na Guerra dos Planetas; 1983 – O Trapalhão na Arca de Noé; 1984 – Os Trapalhões no Reino da Fantasia; 1985 – Os Trapalhões no Auto da Compadecida; 1986 – Os Trapalhões e o Mágico de Oróz; 1987 – Os Trapalhões no Rabo do Cometa; 1988 – Os Fantasmas Trapalhões; 1989 – Os Trapalhões na Terra dos Monstros;  

Década de 1990

1990 – Uma Escola Atrapalhada; 1991 – Os Trapalhões e a Árvore da Juventude; 1993 – O Noviço Rebelde; 1997 – O Trapalhão e a Luz Azul

  Anos 2000

2006 – O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili

A maioria desses filmes figurou entre as maiores bilheterias do cinema brasileiro em seus respectivos anos, consolidando Renato Aragão como um dos artistas mais populares da história do audiovisual nacional, especialmente entre o público infantil e familiar.

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