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Wesley Mendonça

As federações podem impactar sua candidatura?

Conversamos com Wesley Mendonça para esclarecer os impactos das federações partidárias na corrida eleitoral de 2024

Matheus Escabora
03/03/22 às 14h00

Devido ao elevado número de partidos políticos no Brasil, as federações partidárias surgiram com a finalidade de incentivar a união entre siglas para apoiar qualquer cargo nas eleições majoritárias, bem como nas proporcionais. Neste modelo os partidos federados conservarão seus respectivos nomes, siglas, números, filiados, e o acesso aos recursos do Fundo Partidário ou do Fundo Especial para Financiamento de Campanha (FEFC).

Além de alterar a forma como as legendas estavam negociando possíveis alianças, a criação das federações também despertou a atenção dos candidatos às eleições municipais e estaduais de 2024 para os eventuais desacordos entre os partidos locais e a determinação das cúpulas nacionais. Conversamos com o consultor de marketing político Wesley Mendonça para esclarecer os impactos das federações partidárias na corrida eleitoral de 2024.

Mais atenção às filiações

A partir de agora cada federação deve ser entendida como se fosse um partido. Nesse sentido, para todos os efeitos de proporcionalidade partidária, como para a distribuição das comissões, cada federação deverá ser tratada como uma bancada.

Tendo em vista a obrigatoriedade de permanecer em um mesmo bloco e a necessidade de tornar a atuação política ainda mais próxima, os candidatos às eleições municipais e estaduais de 2024 deverão conversar muito mais, antes de bater o martelo a respeito das próprias filiações.

Pode haver ruptura?

Apesar da vigência por prazo indeterminado, as legendas que se unirem em uma federação deverão permanecer na nova instituição por, no mínimo, quatro anos. A possibilidade de ocorrerem rupturas existe, mas Mendonça alerta que a agremiação que se desligar antes do prazo determinado não poderá ingressar em outra federação e, ainda, não poderá celebrar coligação nas duas eleições seguintes - circunstância que pode afetar negativamente a governabilidade do candidato eleito.

Uso do Fundo Partidário

O consultor de marketing político esclarece que a federação que se desligar também não poderá utilizar o Fundo Partidário durante o tempo que faltar para completar os quatro anos em que deveria estar na federação.

No entanto, a exceção a essa regra ocorre no caso de a federação ser extinta apenas porque os partidos que a compõem irão se fundir ou, então, porque um deles irá incorporar os demais.

Eleições de 2024

Os partidos que decidirem ingressar em uma federação serão aliados nacionalmente, mas também estarão juntos nas disputas estaduais e municipais, o que os obriga a pensar mudanças nas articulações para sanar arestas regionais.

“Os pré-candidatos aos cargos municipais e estaduais de 2024 devem se lembrar que cada federação que vier a ser formada durará, pelo menos, por quatro anos. Sendo assim, os partidos federados estarão juntos nas eleições municipais de 2024 e você deve avaliar os impactos destas agremiações para a sua campanha eleitoral ”, diz Mendonça.

Existem desvantagens?

Como mencionado, nas federações os partidos são obrigados a se unir de cima a baixo, condição essa que pode tornar difícil a articulação nas áreas regionais, estaduais e municipais para estabelecer as uniões que vinham sendo estabelecidas.

A obrigatoriedade de permanecer em um mesmo bloco deve estimular junções mais assertivas entre os partidos que possuem afinidades programáticas. Desta forma, a medida pode diminuir o risco de o eleitorado eleger candidatos com ideologias opostas, como ocorria nas coligações em eleições proporcionais.

Por fim, a mudança não irá atrapalhar os eleitores, que votarão "como votavam anteriormente, quando já tinham uma coligação”. Nas próximas eleições, os feitos das federações partidárias: a união de partidos e seus filiados em torno de programas com coerência nacional. 

Ainda possui dúvidas sobre as diferenças entre federações partidárias e coligações? Clique no link abaixo e saiba mais:

Engenheiro químico pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), pós-graduado em Marketing Político pela USP, especialista em pesquisa eleitoral e consultor político.

Founder do Grupo Agitta de Comunicações, Wesley Mendonça criou a primeira franquia de gestão de conteúdo do Brasil! A franquia Hojemais foi pensada para oferecer a melhor experiência aos leitores por meio de ferramentas modernas e inteligentes e os melhores resultados para os nossos franqueados.

Aqui você vai encontrar técnicas, estratégias e sacadas sobre marketing político para veteranos e aspirantes na política.
 

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