O hordéolo, popularmente conhecido como terçol, é uma inflamação bastante comum que afeta os olhos. No entanto, não chega a causar danos, desde que seja controlada com o tratamento adequado. Também costuma ser uma condição que causa incômodo, por essas razões é importante saber o que deve ser feito.
Com o início da pandemia da Covid-19, curiosamente identificou-se um aumento no número de casos, o que exigiu a busca por explicações que justificassem o ocorrido. Mas afinal, qual a relação entre a Covid-19 e o terçol? Para falar sobre o assunto, o Portal Hojemais conversou com os oftalmologistas do IOTL – Instituto de Olhos de Três Lagoas.
Eles explicam que o terçol apresenta um quadro inicial de vermelhidão e edema (inchaço) palpebral, dor ao piscar e ao toque e posteriormente forma-se um pequeno nódulo contendo secreção glandular em seu interior próximo a borda palpebral, perto dos cílios.
A inflamação pode ainda apresentar aspecto que se assemelha a uma espinha ou mesmo a um furúnculo. “Na realidade, o terçol é causado por uma bactéria que se instala na região. Ela obstrui as pequenas glândulas da pálpebra e desenvolve a inflamação”, explica a equipe da IOTL.
A boa notícia é que, na maioria dos casos, ele desaparece sozinho, em torno de 7 a 10 dias após o início da inflamação. Mesmo assim, recomenda-se aplicar compressas mornas na pálpebra por 15 minutos, várias vezes ao dia, de modo a liquefazer as secreções, o que é bom para facilitar a drenagem das glândulas. Em alguns casos são prescritos colírios e pomadas para acelerar o processo de cura.
Porque os casos de terçol aumentaram com a pandemia
A equipe do Instituto de Olhos de Três Lagoas, assim como demais profissionais da área, relataram que os casos de terçol aumentaram com a pandemia, fenômeno esse que pode ser explicado pelo uso da máscara, que ao ser utilizada direciona a respiração para a região periorbital (área ao redor da órbita), possibilitando que as bactérias do nosso sistema digestivo entre em contato com os nossos olhos, aumentando o risco de desenvolvimento de inflamações como o terçol.
“Diante desse contexto, destaca-se também que a nossa saliva possui uma bactéria chamada Staphylococcus aureus, relacionada diretamente a blefarite, que pode ser desencadeada pelo excesso de oleosidade nas pálpebras. Conforme falamos, tossimos ou espirramos essas bactérias são expelidas, e caso a máscara esteja posicionada de maneira incorreta, a contaminação torna-se certeira, e consequentemente surgem as inflamações ou irritações nos olhos” – explica a equipe do IOTL.
Para a equipe, apesar desse aumento no número de casos de terçol, é importante frisar que existem formas simples para prevenir a situação, bem como manter a higiene bucal e a limpeza das máscaras, que quando não são descartáveis devem ser lavadas com frequência.
“Lembrando que calor e umidade são condições perfeitas para proliferação de bactérias, ou seja, quando a máscara começa a ficar úmida, é hora de fazer a troca. Além disso, é importante evitar o contato das mãos com o rosto o tempo todo, e para isso, é preciso que a máscara fique confortável no rosto, objetivando o não manuseio constante do item” – acrescentam.
ATENÇÃO:
Se mesmo com as práticas de prevenção não houver uma melhora da inflamação é necessário que o paciente busque ajuda médica especializada. O Instituto de Olhos de Três Lagoas conta com uma equipe completa de oftalmologistas para tratar da sua saúde ocular. Para agendar sua consulta, clique no botão abaixo:
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