As cólicas menstruais são uma realidade para muitas mulheres, e por ser comum e frequente, acaba sendo vista quase como “parte do pacote” de ser mulher. Mensalmente, na época da menstruação ou da ovulação (quando acontece a “dor do meio”, uma cólica característica dessa fase), as mulheres sentem esse incômodo por horas, muitas vezes em um nível de dor que pode ser desabilitante.
Porém, o ginecologista e obstetra Enéias Cano (CRM 4695, RQE 3216), responsável técnico da Gestare Vita de Três Lagoas, faz um alerta: se mesmo após uma adequação na dieta e estilo de vida a dor não desaparecer, ou se a dor for muito forte, ela não é normal e pode ser sinal de uma condição médica, como endometriose.
Então, o que é normal?
Segundo o médico, a cólica considerada normal (dismenorreia primária) é um incômodo na região do baixo ventre, ou lombar, que não interfira na sua rotina ou te impeça de realizar alguma atividade diária, como cozinhar, ou arrumar a casa. “Algo que costuma acontecer é a cólica diminuir com o passar do tempo. Adolescentes ainda estão em fase de regulação hormonal, por isso, podem apresentar dores mais intensas”, explica o médico.
Já uma dor menstrual severa (dismenorreia secundária) dura vários dias e tem sintomas como latejamento, ardência que não melhoram com remédios. “Algumas pacientes sentem ânsia de vômito, têm queda de pressão e precisam até faltar à escola ou trabalho. Essa condição costuma piorar conforme a mulher fica mais velha”, comenta dr. Enéias, que reforça: em alguns casos, essa dor indica algum quadro clínico que deve ser investigado, por isso, procure sempre o médico de sua confiança.
Como melhorar as cólicas?
Dr. Enéias deixa algumas estratégias interessantes, que podem ser testadas a partir de hoje por qualquer mulher que esteja sentindo cólicas fortes e queira melhorar isso:
Alimentação saudável: uma dieta reduzida em alimentos sabidamente inflamatórios, como glúten, lactose e óleos vegetais, é uma maneira simples de reduzir muito a intensidade das cólicas menstruais. Se você aliar a isso o aumento no consumo de vegetais, provavelmente terá um ganho sistêmico importante para regulação hormonal que fará bem para sua saúde como um todo.
Suplementação adequada: alguns minerais como magnésio e zinco podem ajudar a reduzir as cólicas. Consulte seu médico ginecologista sobre a necessidade de trabalhar em conjunto com um endocrinologista que possa orientar sobre dosagens e estratégias.
Prática de atividade física: contribui para a regulação hormonal e favorece a diminuição das dores menstruais.
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DR. ENEIAS CANO
(CRM 4695, RQE 3216)
Graduado em medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS. Residência médica em ginecologia e obstetrícia (AAMI-Campo Grande-MS). Pós-graduação em videolaparoscopia ginecológica pelo Instituto Fernandes Figueira-Rio. Pós-graduação em infertilidade pelo instituto Gera - São Paulo.