“Respira pelo nariz e solta pela boca”, a frase até parece um mantra de relaxamento, mas na verdade ela é mais do que isso, ela é uma orientação em relação a forma correta de respirar, um hábito benéfico para o corpo geral. Inspirar o oxigênio pelo nariz e soltar o gás carbônico pela boca é um combustível para nosso corpo, fundamental para o funcionamento dos órgãos 24 horas por dia. Respirar pelo nariz possui três diferentes funções: umidificação, aquecimento do ar respiratório e proteção das vias aéreas.
Apesar do processo parecer algo simples e natural é comum encontrarmos pessoas que respiram apenas pela boca, um hábito aparentemente inofensivo, mas que a médio prazo pode trazer malefícios à saúde oral. A respiração pela boca pode acarretar no desenvolvimento anormal do rosto e da arcada dentária, pode entortar os dentes, causar gengivite e, até mesmo, oxigenar o cérebro com o ar que entra pela boca, prejudicando a capacidade de atenção e o rendimento nos estudos e no trabalho.
Segundo os dentistas da Clínica Odonto X Três Lagoas, Dra. Cinthya Raffa Teixeira Irabi (CRO 4257- MS) e Dr. Mamed Anis Irabi Junior (CRO 4259- MS), a respiração bucal pode ser ocasionada por diversos fatores, como carne esponjosa nas narinas, desvio de septo, alergias (sinusite ou rinite alérgica) ou má formação do nariz e da boca. No entanto, além das disfunções existem também os hábitos de vida que podem favorecer a respiração bucal, como o uso prolongado da chupeta e da mamadeira.
“Como a causa pode ser influenciada por diversos fatores, é importante procurar um especialista ao notar a respiração inadequada, com o objetivo de entender a causa para depois tratá-la"
Como a respiração bucal me afeta
A respiração bucal pode surgir nos primeiros dias vida e a percepção dos pais é de extrema importância, com o objetivo de corrigir e evitar problemas como:
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Mordidas cruzadas, quando os dentes de cima encaixam por dentro e os de baixo por fora;
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Mordidas abertas, quando os dentes da frente não se tocam, ficando um espaço entre eles;
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Apinhamentos dentários, quando os dentes ficam amontoados pela falta de espaço;
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Falta de crescimento da mandíbula;
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Nas crianças pode ocorrer a chamada Síndrome da Respiração Bucal (SRB), que é responsável por problemas de sono, ansiedade, causando baixo desempenho escolar, sonolência diurna e probabilidade de desenvolvimento de infecções respiratórias.
Tratamento multidisciplinar
Para os dentistas, a respiração bucal exige um tratamento multidisciplinar e o primeiro passo é obter um diagnóstico assertivo para depois tratar o distúrbio e todos os malefícios causados por ele. Nesse caso, é preciso auxílio de um otorrinolaringologista, dentista e o fonoaudiólogo.
No atendimento odontológico, é indicado a expansão do maxilar restabelecendo o espaço bucal funcional e adequando os posicionamentos dos músculos intra e extrabucais, corrigindo o posicionamento dos dentes, a tonicidade muscular da face e favorecendo o fechamento dos lábios.
Respiração bucal é evitável
Quando a respiração não é causada por um distúrbio é possível preveni-la. O processo de amamentação, por exemplo, ajuda no posicionamento do maxilar e auxilia na respiração das crianças. Assim como tirar a chupeta e a mamadeira depois dos 3 anos.
“Mesmo quando a respiração bucal é notada na vida adulta, é importante entender os malefícios do hábito, e mais do que isso, reconhecer o tratamento e a importância dele para saúde bucal e corpo geral”
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