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Dr. Eneias Cano fala sobre reposição hormonal com implantes subcutâneos 

Durante a entrevista ao HojeCast, o médico ginecologista e referência em reprodução humana falou sobre os casos que requerem indicação hormonal e  os perigos de usar os hormônios para fins estéticos. 

Julia Rafaela  - Hojemais Três Lagoas 
29/07/22 às 13h41

Na última quinta-feira (28), o Hojecast recebeu em seus estúdios o diretor da Clínica Gestare Vita , o médico ginecologista, obstetra e referência em reprodução humana Dr. Eneias Cano (CRM 4696/RQE 3216), que falou sobre os implantes hormonais subcutâneos e em quais casos eles podem ser utilizados como uma opção de tratamento.

Segundo o médico, o método se popularizou com o nome “chip da beleza”, título que tem sido condenado pelas sociedades médicas do mundo inteiro, uma vez que o procedimento não possui fins estéticos, mas sim o tratamento de alguma doença diagnosticada. 

HojeCast recebe o médico ginicologista, obstetra e referência em reprodução humana, Dr. Eneias Cano.

“Dentro do consultório médico nós não fazemos estética, fazemos medicina, isso significa que nós vamos tratar alguma patologia diagnosticada. A reposição hormonal visa devolver a qualidade de vida do paciente quando identificado o déficit de algum hormônio natural dela, que por algum motivo entrou em queda, como no caso do climatério (menopausa), por exemplo” – explica. 

Para o médico, o nome “chip da beleza” surgiu em decorrência dos “bônus” oferecidos pelo tratamento, tendo em vista que alguns hormônios têm como efeito a melhora da disposição, gerando energia para a prática de atividades físicas, mudança na alimentação e outras práticas que irão contribuir com o físico. 

Todas essas mudanças citadas são efeitos colaterais, ou seja, o hormônio não está ali para causar essas mudanças, mas sim para tratar algum distúrbio diagnosticado, e todos os outros benefícios que surgem é um bônus e não o objetivo real do tratamento.

“O hormônio da Gestrinona, por exemplo, é usado para tratar a paciente com endometriose ou pausar a menstruação. Esses são alguns casos clínicos onde podemos indicar o hormônio, porque temos ali uma patologia ou um distúrbio hormonal diagnosticado. Quando a gestrinona entra no organismo e regula seus níveis a paciente tem esses ganhos que citamos acima, que envolvem a melhora da disposição, entretanto ressalto: esses ganhos são "bônus" positivos, mas não o objetivo. O objetivo é sempre o tratamento de alguma patologia”

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O que são os implantes hormonais e qual a real função deles? 

De acordo com o médico, existem diversos hormônios, dentre a gestrinona, estradiol, testosterona e nestorone. Todos esses hormônios são produzidos naturalmente pelo nosso corpo, e quando indicados por um médico especialista significa que existe uma queda das substâncias em nosso organismo. 

Por volta dos 40 anos, a queda na mulher é fisiológica (natural) em decorrência da menopausa, consequentemente ela apresentará todos os sintomas que fazem parte do climatério, como fogacho, perda da libido, falta de disposição etc. Nesse momento os hormônios podem ser recomendados para regular os níveis e sanar esses incômodos causados pelo período. 

“A real função é devolver tudo que a mulher tinha aos 20 anos, não no sentido estético, mas em relação à qualidade de vida física e mental” – acrescenta. 

Em qual região os implantes podem ser inseridos? 

O médico explica que os implantes possuem um formato de tubete, produzidos com um silicone muito fininho. Dentro desse tubo estão os hormônios que a paciente precisa e ao ser inserido no organismo, ele faz a liberação natural da substância. A grande maioria dos implantes possuem a duração de 1 ano. 

A introdução é subcutânea (embaixo da pele) e após o período de liberação, a cápsula pode ser retirada para a inserção de uma nova. “Geralmente colocamos um pouco acima do glúteo da paciente para não trazer incômodos, mas não existe um local específico, a escolha da região visa apenas o conforto” – explica. 

Em quais casos o implante hormonal pode ser indicado? 

  • Distúrbios hormonais relacionados ao climatério (falta de estrogênio, testosterona);
  • Tratamento da endometriose;
  • Mioma uterino;
  • Sangramento irregular;
  • Cistos ovarianos.

“Embora utilizado no tratamento de diversos casos, é importante frisar a importância de um diagnóstico que justifique o uso do hormônio. Por isso que a orientação médica deve ser pautada por exames complementares que identifiquem o déficit desses hormônios” 

A partir de qual idade o implante hormonal pode se tornar uma opção de tratamento? 

O Dr. Eneias explica que não existe uma idade correta, o que deve ser avaliado é o tipo de hormônio que será indicado para o paciente. 

O especialista afirma ainda que existem casos onde a mulher pode ter o diagnóstico de endometriose precoce, aos 18 anos, por exemplo. Nesse caso, hormônios como gestrinona ou nestorone podem ser indicados para o tratamento da doença. 

“O fator determinante não é a idade, mas sim a doença diagnosticada” 

Existem contraindicações? 

Para o médico não existe contraindicação absoluta, uma vez que esses hormônios são produzidos naturalmente pelo nosso corpo. O que existe é um equilíbrio, ou seja, é preciso que as substâncias sejam administradas de forma controlada, respeitando as necessidades da paciente, sem excessos! 

Quais os riscos de usar o implante hormonal com fins estéticos? 

“A partir do momento que você usa um medicamento com objetivos  estéticos, não sabemos os malefícios que isso trará futuramente. No entanto, sabemos que pessoas que experimentam isso podem apresentar problemas relacionados à função renal, fígado, função hepática e problemas metabólicos como um todo, porque ele está usando um medicamento que não tem necessidade” – finaliza.

Portanto, o implante hormonal é um tratamento medicamentoso sério, que requer um diagnóstico e orientação médica especializada, visando sempre a melhora da qualidade de vida e não ganhos estéticos! 

Confira a entrevista na íntegra: 

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DR. ENEIAS CANO 

(CRM 4695, RQE 3216)

Graduado em medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS. Residência médica em ginecologia e obstetrícia (AAMI-Campo Grande-MS). Pós-graduação em videolaparoscopia ginecológica pelo Instituto Fernandes Figueira-Rio. Pós-graduação em infertilidade pelo instituto Gera - São Paulo. 

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